Cassilândia, Quarta-feira, 29 de Março de 2017

Últimas Notícias

18/03/2010 16:09

Relatório denuncia MS à ONU por situação dos guaranis

Campo Grande News/ Aline dos Santos

Suicídios, alcoolismo, mortes, conflito por terras, preconceito. A situação dos índios guaranis, mais do que conhecida em Mato Grosso do Sul, foi denunciada à ONU (Organização das Nações Indígenas) pela organização Survival International, de Londres.

No documento, a situação dos índios é classificada como estarrecedora. Com destaque para os índios que, após cumprimento de ações judiciais de reintegração de posse, são obrigados a viver em acampamentos às margens de rodovias.

“O preconceito, o descaso, o descuido, a não consideração dos direitos à terra, à vida, à dignidade são patentes. A situação por eles vivenciada é análoga àquela de um campo de refugiados. É como se fossem estrangeiros no seu próprio país. É como se os 'brancos' estivessem em guerra com os índios e a estes últimos só restasse a fina faixa de terra que separa a cerca de uma fazenda e a beira de uma rodovia”, relata o antropólogo Marcos Homero Ferreira Lima, da Procuradoria da República de Dourados.

Em setembro de 2009, índios guarani-kaiowá acampados às margens da BR-463, na divisa dos municípios de Dourados e Ponta Porã, foram atacados por homens armados.

Em dezembro do ano passado, após quatro anos acampados às margens da MS-289, em Coronel Sapucaia, indígenas voltaram a ocupar uma propriedade rural. Dias depois, o índio Osmair Martins Ximenes, de 15 anos, morreu espancado.

O relatório também lembra que há um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para demarcação de terras indígenas no Sul do Estado e lamenta a pressão contrária feita pelo governo do Estado. “Proprietários de terras e o governo estadual opõem-se ferozmente ao TAC, que não tem se desenvolvido como planejado”.

O documento ainda cita os casos de assassinatos de indígenas, que não resultam em punição, e preocupação com a expansão do cultivo de cana-de-acúcar, para atender à produção de etanol.

“Muitas das injustiças vividas pelos Guaranis constituem infração à Constituição Federal, ao Estatuto do Índio, à Declaração dos Direitos de Povos Indígenas da ONU, à Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as
Formas de Discriminação Racial e à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário”, alerta a entidade.



Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Quarta, 29 de Março de 2017
Terça, 28 de Março de 2017
21:41
Loteria
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)