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02/09/2005 06:53

Relatório das CPI’s cita nomes do PL, PTB, PMDB e PFL

Shislaine Vieira / Campo Grande News

Não são só nomes do PT e do PP que estão sendo envolvidos nas CPI’s, são citados também no relatório conjunto das comissões parlamentares mistas de inquérito dos Correios e da Compra de Votos três deputados do PL, dois do PTB, um do PMDB e um do PFL. Do PL são: o líder Sandro Mabel (GO), Carlos Rodrigues (RJ) e Vanderval Santos (SP). Do PTB, estão na lista o ex-presidente do partido, Roberto Jefferson (RJ), e Romeu Queiroz (MG). Além deles também foram citados o ex-líder do PMDB, José Borba (PR), e o pefelista Roberto Brandt (MG).

Sandro Mabel, líder do PL, foi acusado por Roberto Jefferson de ser um dos operadores do suposto esquema de compra de votos de parlamentares. A deputada federal Raquel Teixeira (PSDB-GO) disse, no Conselho de Ética, que Mabel lhe ofereceu vantagens financeiras para que trocasse de partido. Mabel nega as acusações e afirma que já tramita no Conselho de Ética da Câmara representação contra ele sob o argumento de que teria praticado ato incompatível com o decoro parlamentar.

O deputado Carlos Rodrigues também foi citado pelo deputado Roberto Jefferson como um dos beneficiários do suposto "mensalão". Marcos Valério declarou na Polícia Federal que o parlamentar era um dos integrantes do PL indicados pelo ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, como habilitado para receber dinheiro em nome do partido. Ele teria recebido R$ 400 mil por meio de terceiros. Em depoimento na CPMI dos Correios a diretora financeira da empresa SMP&B, Simone Vasconcelos, confirmou os repasses do dinheiro para Carlos Rodrigues.

Vanderval Santos aparece na quebra do sigilo bancário das contas de Marcos Valério no Banco Rural. Ele foi beneficiário de R$ 150 mil de um saque de R$ 350 mil feito por Simone Vasconcelos. Santos afirma que a única prova em que se fundamenta na CPMI é o fato do seu motorista ter comparecido a agência bancária, em Brasília, a pedido do deputado Carlos Rodrigues, para buscar "uma encomenda". O deputado disse que desconhecia o fato.

Com a recomendação de cassação aprovada por unanimidade pelo Conselho de Ética, o deputado Roberto Jefferson é o primeiro que aparece no relatório das CPMI’s hoje. Em seu depoimento, o parlamentar assumiu ter recebido de Marcos Valério R$ 4 milhões que faria parte de um acordo com o PT de repasse de R$ 20 milhões para financiamento de candidaturas do PTB. Roberto Jefferson não explicou a destinação do dinheiro que não foi contabilizado pelo PT nem pelo PTB.

O deputado Romeu Queiroz aparece na lista de Marcos Valério. Segundo o empresário, ele teria recebido R$ 350 mil em dois saques realizados em 10 de julho de 2003 e 5 de janeiro de 2004. O parlamentar disse que parte do dinheiro foi transferida, ainda no Banco Rural, para candidatos a prefeito no interior de Minas Gerais. Queiroz, em sua defesa, disse que recebeu orientação da Direção Nacional do PTB, em 2003, para que buscasse recursos para o partido. Em 10 de julho de 2003 ele disse que foi comunicado que estava disponível uma contribuição financeira por meio da SMP&B.

O ex-líder do PMDB, José Borba, aparece na lista fornecida a CPMI dos Correios por Simone Vasconcelos como beneficiário de R$ 1,1 milhão sacados entre 16 de setembro de setembro de 2003 a 4 de dezembro do mesmo ano.
O pefelista Roberto Brandt foi envolvido nas investigações por conta de uma constatação, pela CPMI dos Correios, de um saque de R$ 102.812,76 feito por Nestor Francisco de Oliveira na agência do Banco Rural de Belo Horizonte. Em depoimento na Polícia Federal, Nestor Oliveira afirmou ter sido coordenador da campanha eleitoral de Brandt a prefeitura de Belo Horizonte, em 2004. Acrescentou que por meio de um contato direto entre o parlamentar e o presidente da Usiminas, Rinaldo Soares, foi acertado um repasse de R$ 150 mil para a campanha do deputado. Com informações da Agência Brasil.

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