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25/03/2015 15:17

Reinaldo conversa com estados vizinhos para criar pacto contra o tráfico

Campo Grande News

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) garante que estuda com estados vizinhos, e também com o Ministério da Justiça, maneiras de tentar frear o tráfico de drogas que parte do Paraguai e da Bolívia através do Mato Grosso do Sul, seguindo para outras regiões do Brasil.

O governador sabe que as fronteiras secas fazem do Estado um dos principais corredores usados pelos traficantes, e por esta razão, busca integrar as forças de segurança estaduais, com foco nos trabalhos de inteligência.

Durante evento na governadoria na manhã desta quarta-feira (25), Azambuja afirmou que mantém contato com Pedro Taques (PDT), senador mato-grossense, e Beto rixa (PSDB) governador do Paraná, para tentar elaborar algum projeto que possa aproximar as polícias e aumentar a efetivade das ações contras as drogas. “Temos discutido a organização de inteligência e de presença das polícias na fronteiras”, disse Azambuja.

Recentemente ele se encontrou com um representante federal para discutir o assunto. “Marcelo Veiga, que é assessor do ministro Zé Eduardo (Justiça), esteve com a gente aqui nesta semana, discutindo essa integração das nossas policias. O governo federal está omisso com relação à fronteira e estamos cobrando isso. Quanto aos outros estados, tenho discutido com Pedro Taques e Beto Richa, para fortalecermos a inteligência (nas divisas), mas o governo federal precisa tomar uma decisão rápida”, afirmou.

O governador lembrou ainda que outro caminho seria a união com as forças armadas, instalando pontos estratégicos em cidades como Ponta Porã e Corumbá, respectivamente fronteiras com Paraguai e Bolívia.

Porém, antes é preciso resolver o entrave financeiro envolvendo o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira) que emperra por conta de corte de verbas federais.

“O exército está se estruturando com o Sisfron, que está tendo um redução de valores. A hora que houver esse destravamento (financeiro), vai facilitar para que o exército possa entrar nessa vigilância ostensiva que queremos fazer”, concluiu.

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