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21/07/2005 08:45

Referendo sobre armas lota cartórios e instiga polêmica

Marina Miranda/Campo Grande News

Fila, dúvidas e amontoados de papéis. Este era o retrato do cartório da 8ª Zona Eleitoral, onde mais de quinze pessoas aguardavam atendimento por volta 15h desta quarta-feira. Antes disso, pelo menos 230 eleitores já tinham passado pelo local.

A movimentação, segundo explicou a chefe do cartório Maria Zarife, é resultado do referendo sobre o desarmamento, marcado para o próximo dia 23 de outubro.

“A revisão, transferência ou pedido de novo título poderá ser feita só até o dia 23 de julho”, informa. Segundo Zarife, a média de atendimento tem sido de 300 por dia. No sábado, prazo final, a estimativa é de que 800 pessoas procurem o cartório, que funciona em regime de plantão: das 8h às 18h.

O referendo vai decidir o destino do comércio de armas no Brasil. O tema é polêmico e opõe grandes grupos de pressão, como fabricantes de armas e organizações de defesa dos direitos humanos. No geral, estes últimos – que querem banir o comércio de armas do Brasil – parecem estar momentaneamente em vantagem.

O Ibope divulgou pesquisa ontem apontando que 81% dos entrevistados são contra a venda de armas no território nacional. A favor do comércio está 17%, destes 23% são homens. O questionamento foi feito entre os dias 14 e 18 de julho e envolveu 2.002 eleitores de 143 municípios do País – Mato Grosso do Sul incluído.

Nas ruas de Campo Grande, a polêmica está mais viva do que nunca. “Por que proibir a venda? Sou totalmente contra. Por que desarmar todo mundo? Acho um absurdo”, opina o policial Raul Borges, 62 anos. Para ele, o ideal é promover cursos de aperfeiçoamento e treinamento da população.

O segurança Valmir da Cruz Carneiro, 47 anos, discorda radicalmente. Ele defende desarmamento de todos, incluindo os policiais. “Tem que ter desarmamento total, senão não funciona”, acredita.

O comerciante Nelson Fernandes do Santos, 52 anos, e o corretor de imóveis, Hélvio Antônio Paes, 55 anos, são exemplos claros de que o debate só está esquentando. Para eles, é difícil obter um posicionamento só. “Tem tantas coisas para serem analisadas. É complicado”, afirma Paes. “Você tira a arma da população, mas os bandidos estão cada vez mais armados”, complementa.

“Por outro lado você mantém uma arma em casa e corre o risco de propagar a violência’, rebate Santos.

O comerciante afirma que tirou porte de arma há 10 anos como foram de defender seu estabelecimento, mas nunca precisou usar o instrumento. “Acabei não revalidando o porte que é muito caro. Mas hoje não sei se tiraria de novo. Acho que tem que ter é mais policiamento nas ruas”, opina. “Sou a favor desde que a gente tenha mais condições de segurança”, diz.

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