Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

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07/11/2008 12:54

Redução do ICMS da carne traz esperança ao consumidor

Fernanda França - Campo Grande News

A redução de 50% do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que incidente sobre a carne bovina traz esperança de preço mais baixo aos consumidores que mês a mês têm surpresa desagradável na hora das compras.

Segundo estimativas do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação de Campo Grande, o preço da carne subiu pelo menos 16% nos últimos meses. Com a redução do imposto para transações dentro do Estado, o governo pretende também incentivar o comércio interno e fazer com que a queda chega ao consumidor.

O consumidor pode não entender estes cálculos, mas sente no bolso os reflexos da crise, que incide diretamente em seu orçamento familiar.

No entanto, mesmo com a alta do preço da carne, a população tem agido com criatividade para driblar o preço alto

É o que faz a dona-de-casa Marta Damaceno, encontrada comprando carne na Casa de Carne Oriente, no Mercadão Municipal. Ela contou que tem optado por cortes mais baratos, como a carne de segunda, para pratos ensopados, e a carne moída,

“Realmente a carne está muito cara, de uns 5 meses para cá. Mas eu acho que essa medida do governo é boa, tenho esperança de que baixe o preço da carne, porque está muito difícil pra comprar, a alternativa é a carne de segunda e a carne moída”, revelou.

Já a aposentada Damiana Nobre Ferreira, consumidora do açougue Santa Terezinha, também instalado dentro do Mercadão, foi um pouco mais enfática. “Quase não está dando mais para comer carne, praticamente só pucheiro, e isso já faz uns quatro meses. Acho que a situação está difícil, mas quem sabe essa medida do governo melhore as coisas, tem que ter um jeito né, por que senão, como o pobre vai comer?”, questionou.

A advogada Jaqueline Domingos defende a pesquisa de preços, alegando que o valor dos cortes apresenta muita variação de um estabelecimento para o outro.

“Estive há pouco em um outro açougue, e encontrei a picanha a R$ 27. Aqui no Mercadão estão R$ 13, a mesma coisa com o filé mignon, que encontrei em outro local por R$ 27 e aqui está R$ 18.90”, comentou.

Para ela, as medidas tomadas pelo governador André Puccinelli (PMDB) pode ser uma boa saída para a crise. “Acho que todo tipo de medida é válida. Se essa não der certo, tem que partir para outra opção, como de repente estender a diminuição do ICMS para a comercialização interestadual”, opinou.

Apesar da crise, e da alta do preço do carne, alguns comerciantes do setor não estão sentindo diferença nas vendas.

Proprietário do açougue Santa Terezinha, Ademilson Afonso Dib diz que as vendas estão indo bem e diz ter esperanças que as medidas do governo acabem chegando ao comércio.

“Acho que tudo gira em torno da arroba, mas essa queda ainda não foi repassada pra gente, até porque ainda é cedo. Mas quem sabe daqui uma semana isso mude. Mas mesmo com todo esse problema, estou vendendo muito bem, não mudou nada e não tenho do que reclamar”, afirmou.

Ontem, o secretário-adjunto de Fazenda, Gilberto Cavalcante, se reuniu com representantes do setor frigorífico para tentar um acordo. A categoria quer que a redução de 50% de ICMS nas transações internas da carne bovina seja estendida para a comercialização com outros estados.

O governo do Estado ficou de analisar a proposta e chamar a categoria para uma nova rodada de negociação.

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