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09/04/2013 18:04

Quadrilha presa em MT e MS vendia carteira de motorista para analfabetos

Nadyenka Castro, Campo Grande News

A quadrilha desarticulada nesta terça-feira vendia CNH (Carteira Nacional de Habilitação) até para analfabetos. Sem ter os requisitos básicos para tentar autorização para dirigir, essas pessoas pagavam de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil para conduzirem veículos ‘legalmente’. Há suspeitas de envolvimento de funcionários do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) na fraude.

De acordo com o promotor de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), responsável pela operação Risco Duplo, as sete pessoas presas fraudavam CNHs e certificados de cursos. Os documentos eram feitos de acordo com pedidos, que, na maioria das vezes saíam de moradores de 12 municípios do Estado, entre elas: Nioaque, Bonito, Jardim, Vicentina, Dourados, Fátima do Sul, Campo Grande e Rio Brilhante.

Esses documentos eram feitos em papéis moedas originais que saíam de Cuiabá, Mato Grosso, onde foi preso um advogado, ex-dono de autoescola. O promotor ressalta que as folhas não foram furtadas do Detran mato-grossense e sim “desviadas”.

De Cuiabá, as habilitações já vinham para Mato Grosso do Sul praticamente prontas: com dados corretos dos ‘compradores’ e numeração falsa. Aqui, era colocada a foto. Se o dono da CNH tivesse que apresentar à fiscalização, a fraude era descoberta.

Em Mato Grosso do Sul eram falsificados também os certificados de cursos como de transporte de cargas perigosas e de passageiros. Só em Nioaque foram encontrados 15 motoristas de uma usina em situação irregular. Esses documentos eram vendidos a R$ 400.

Os sete presos já foram ouvidos e os depoimentos deles indicam o envolvimento de funcionários do Detran. Para o Gaeco, “é impossível” que não haja participação de servidores públicos. Um dos presos declarou ainda que a maioria das CNHs foi vendida a sitiantes analfabetos.

500 documentos - O Gaeco começou a investigar o grupo no fim de outubro do ano passado e a próxima fase do trabalho é identificar os funcionários públicos envolvidos no esquema que, em menos de três meses, póde ter comercializado 500 documentos falsos, sendo já confirmados 50 CNHs.

Entre os sete presos, três são advogados e cinco são donos de centros de formação de condutores credenciados pelo Detran.

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