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19/05/2005 14:13

Protocolo auxilia médicos na abordagem de câncer de mama

Agência Notisa

O diagnóstico e a abordagem de lesões mamárias, nos últimos 25 anos, têm sofrido grandes evoluções. Os tumores vêm sendo detectados em estágios cada vez mais iniciais e as grandes cirurgias mutiladoras têm sido substituídas por outras mais econômicas, visando, além da cura, à redução da morbidade e ainda à melhora estética. Torna-se cada vez mais importante uma avaliação das margens cirúrgicas e a caracterização precisa das lesões para se obter sucesso no tratamento.

No intuito de orientar os médicos e padronizar a abordagem dos espécimes, o Serviço de Patologia Mamária do Departamento de Anatomia Patológica, junto ao Serviço de Mastologia do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, desenvolveu um protocolo específico para análise de peças cirúrgicas de mama, de tumores não-palpáveis, detectados por métodos de imagem. A análise detalhada sobre a utilização do protocolo foi publicada em artigo no Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial de fevereiro de 2005.

A pesquisadora Helenice Gobbi afirma: “o nosso protocolo foi baseado em diversos roteiros publicados na literatura especializada e adaptado à rotina do nosso laboratório”. Segundo o texto, trata-se de modelo sistematizado para exame pós-operatório, fornece informações úteis à clínica, é capaz de detectar implicações prognósticas e evita a omissão de dados que possam ser relevantes para o tratamento.

O protocolo, dividido em quatro partes – identificação, macroscopia, microscopia e conclusão – foi aplicado por seis médicos residentes e testado em 52 espécimes. Em 40 casos ocorreram cirurgias com o objetivo de diagnosticar a natureza da lesão, enquanto nos demais já havia diagnóstico prévio, na maioria das vezes obtido através de biópsia. Alguns procedimentos do protocolo, como explicam os autores, têm por finalidade garantir um diagnóstico seguro: “no nosso serviço, a avaliação de espécimes contendo lesões não-palpáveis é feita no pós-operatório após fixação das peças em formol, por considerarmos uma avaliação mais segura para evitar perda de material ou amostragem inadequada nos exames de congelamento perioperatórios”.

Contudo, eles lembram que, ainda assim, nem sempre é possível realizar o procedimento mais adequado, e sim uma adaptação à realidade. “O ideal seria que os espécimes fossem sempre enviados de imediato ao patologista intactos e não-fixados.

Entretanto, na maioria das instituições do Brasil, as peças cirúrgicas são enviadas aos laboratórios fixadas em formol”.
Outra recomendação do protocolo é a incisão da peça cirúrgica em nanquim para posteriormente serem avaliadas as margens, evitando maiores dificuldades nesse procedimento. “A avaliação microscópica das margens é, na atualidade, o maior fator de seleção das pacientes para o tratamento conservador da mama”, lembram os autores. Nesse sentido, o protocolo propõe que a medida “tumor-margem” seja sempre informada e especificada em milímetros.

Os autores concluem que, apesar de dispendioso “pelo número de fragmentos amostrados e por poder implicar em tratamento cirúrgico em dois tempos”, o protocolo proposto demonstrou ser de fácil compreensão, podendo ser utilizado inclusive por residentes em treinamento e ainda “traz a segurança de diagnósticos confiáveis em benefício do paciente”.

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