Cassilândia, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

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13/08/2005 07:46

Pronunciamento de Lula gera frustração na oposição

Teresa Cardoso - Agência Senado

Ansiosamente aguardado numa sessão plenária caracterizada como uma vigília em Plenário, o pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi silenciosamente assistido pela televisão, no salão de chá dos senadores, e marcado por manifestações de frustração nos líderes da oposição. "O presidente está caminhando para o desastre", afirmou o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), ao final do pronunciamento. "Se as evidências levarem a crime eleitoral ou a algum tipo de crime cuja penalidade seja o impeachment, não hesitaremos em chegar lá", avisou o líder do PFL, José Agripino (RN).

Sentados ao lado dos senadores Luiz Otávio (PMDB-PA), Cristovam Buarque (PT-DF) e Mão Santa (PMDB-PI), os senadores Arthur Virgilio e José Agripino assistiram ao pronunciamento com ar de frustração, fazendo anotações em folhas de papel. Os outros senadores mantiveram-se com a expressão sombria. Em volta, inúmeros jornalistas assistiam ao depoimento também em silêncio.

- Foram mais uma vez desculpas ao léu e ao vento. O presidente diz que não sabe de nada e, de novo, se diz mais indignado do que os brasileiros. Parece que não são os brasileiros que estão indignados com o governo dele. Os brasileiros estão indignados com o seu governo, presidente - disse Arthur Virgilio, ao levantar-se.

Na opinião do líder do PSDB, o discurso de Lula "foi pífio, pouco corajoso", embora ele não saiba se foi letal para o governo. Para Arthur Virgilio, é evidente que o presidente da República está caminhando "para o desastre e para a perdição". Sempre se referindo ao chefe do Executivo como se o estivesse advertindo, o líder tucano não disfarçou sua frustração.

- O senhor não olhou no olho, não falou para a Nação com sinceridade, não apontou corruptos, não fez nada, a não ser tentar ganhar tempo. Foi a peça mais pífia e mais indigna da história brasileira que eu já presenciei um presidente pronunciar. O senhor não olhou no olho. Na única vez em que tentou olhar para o olho do telespectador, olhou para o teto. É um presidente que foge do olhar dos brasileiros. Maquiadíssimo, tentou enganar a população, dando a entender que a corrupção que está indignando o povo não é praticada com o conhecimento dele, nas barbas dele, pelo governo dele. Decepcionou porque não mostrou a coragem, a ousadia e a sinceridade que se espera do primeiro mandatário de uma Nação.

José Agripino foi igualmente incisivo. Para ele, Lula tangenciou a crise e deixou de apontar os culpados que a Nação inteira espera que ele aponte. No entender do líder do PFL, o pronunciamento de Lula serviu para piorar a situação do governo, pois mostrou que o chefe do Executivo continua comportando-se como um autista.

- Ele pede desculpas da boca para fora. É como se a coisa estivesse acontecendo ao largo. Ele é um deles, ele precisava dizer que fundou este partido, que este partido frustrou a opinião pública, que ele não concorda com a atuação de fulano, sicrano, beltrano, que são crias dele e que ele quer vê-los punidos. Aí, sim, a opinião pública entenderia que ele estaria pedindo desculpas de verdade e não da boca para fora.

José Agripino também disse que todo o esforço desse pronunciamento traduziu-se em passar à opinião pública a idéia de que o presidente Lula está acima do bem e do mal. "Não está, não. Ele está no meio do mal criado por ele". O líder pefelista também disse que, na hora em que Lula fala em pedir desculpas e não mostra providências que convençam a sociedade de que está entregando os culpados para punição, acha que engana a opinião pública. "Ele sabia, sim, e deveria dizer que não concordava".

Para José Agripino, Lula, na verdade, está dando mais um passo para aproximar-se do fim da linha. "Ele perdeu a oportunidade de redimir-se com a opinião pública e readquirir sua dignidade. Agora é seguir levantando evidências jurídicas e legais, o que é obrigação da oposição. Levar as investigações às suas ultimas conseqüências, doa a quem doer, cheguem onde chegar". E concluiu:

- Se houver constatação de crime eleitoral ou qualquer outro tipo de crime onde a punição seja o impedimento do mandato, nós teremos que chegar lá por determinação legal. Se as evidências levarem a crime eleitoral ou algum tipo de crime cuja penalidade seja o impeachment, nós não hesitaremos em chegar lá.

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