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11/03/2007 16:20

Projeto nacional vai oferecer cursos para presas

Renato Aguiar / A Voz do Brasil

Cerca de 22 mil mulheres cumprem pena nos presídios do país atualmente. A maior parte delas, depois de sair da prisão, enfrenta a falta de estudo e o preconceito para ocupar uma vaga no mercado de trabalho.

Com o objetivo de promover ações de capacitação e reintegração das presidiárias à sociedade, o Ministério da Justiça e o Sistema S firmaram um acordo, conhecido como “Marias-Marias”. Fazem parte do Sistema S o Senai, Sesi, Sesc e Sebrae.


O projeto “Marias-Marias” levará para dentro das penitenciárias cursos de manicure, pedicure e costura. Também dará orientação às detentas sobre o mercado de trabalho, empreendedorismo, saúde preventiva e saúde da mulher.

Segundo o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça, Mauricio Kuehne, o projeto vai elevar a escolaridade das detentas e qualificá-las para que tenham uma profissão e montem seu próprio negócio.


Este ano, o Ministério da Justiça investirá R$ 1 milhão no projeto “Marias-Marias”. Nesta primeira etapa, a meta é beneficiar detentas de oito presídios femininos do país - existem 15 exclusivamente femininos em funcionamento.


“Esperamos que as mulheres possam sair das prisões habilitadas, como manicures, cabeleireiras, costureiras, enfim, diferentes profissões. E que o Sistema S, com relação a esses aspectos, possa formar profissionais que saiam e sejam aptas a ingressar no mercado, ainda que informal, mas com uma formação profissional que as habilite a sua auto-sustentação”, explica Kuehne.

Com capacidade para abrigar 200 mulheres, a Penitenciária Estadual Feminina, na cidade de Cariacica, no Espírito Santo, é a primeira do país a receber o projeto. Débora Mota Rocha, de 24 anos, cumpre pena em regime semi-aberto e teve a oportunidade de concluir o ensino fundamental no presídio.

Agora, com a implantação do projeto, Débora espera aprender uma profissão e ter um emprego depois de sair da Penitenciária.

"Com uma profissão, a gente poder sair daqui diferente e transformada. Espero que a sociedade possa aceitar a gente melhor e dêuma segunda chance, deixando o preconceito de lado. Por que, realmente, quando as pessoas querem mudar, elas mudam”, desabafa.

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