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28/08/2007 05:46

Projeto idealizado pela juiza Maria Izabel é premiado

Nas palavras da Juíza Dra. Maria Isabel de Matos Rocha, muita emoção ao retroceder na história e lembrar de momentos embrionários do Projeto Padrinho, até o reconhecimento nacional da iniciativa. Escolhido entre 214 trabalhos, de 22 estados do país, conquistou o primeiro lugar na categoria “Poder Judiciário”, do concurso “Mude um Destino”, realizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). O prêmio foi criado para premiar iniciativas desenvolvidas por magistrados ou equipes de órgãos da justiça.

Idealizado pela Juíza Dra. Maria Isabel de Matos Rocha, o Projeto Padrinho foi lançado em junho de 2000, na administração do Des.Rêmolo Letteriello, e teve continuidade nas gestões posteriores, expandindo para mais comarcas, sendo que hoje está também em Aquidauana, Corumbá, Rio Brilhante e Amambaí. Em Dourados, está em fase de implantação.

Sobre a premiação, a Juíza diz que é uma alegria imensa ver o Projeto Padrinho reconhecido entre tantos projetos e atuações relevantes em favor da infância, em todo o Brasil, tanto mais porque sabe de tantos e tantos juízes dedicados à causa da infância e que se empenham em atuações maravilhosas, e muitas vezes inovadoras, para tornar realidade o sistema de garantias de direitos das crianças.

Para ela, a premiação representa um reconhecimento de muito trabalho, sendo a conquista profissional que mais a realizou. “Foi toda uma vida profissional de 27 anos sendo juíza da infância e os últimos 12 anos sendo juíza de uma Vara especializada de Infância e especializada na proteção de direitos de crianças, numa capital onde os problemas de uma grande cidade têm a face mais sofrida na dor das crianças abandonadas, rejeitadas, maltratadas, violentadas, desesperançadas”, comenta Dra. Maria Isabel.

Na visão da idealizadora, o Juiz da Infância é o que desempenha papel mais relevante no sistema judiciário, de quem se exige especial sensibilidade, senso de realidade, poder de articulação e diálogo com a rede de atendimento, proteção e defesa de direitos das crianças, e, sobretudo, muita humildade para entender do que a criança precisa e tem direito. Ao lado dessas qualidades, deve ter muito orgulho, coragem e força para cobrar as atuações necessárias para garantir os direitos das crianças. Mas, sobretudo, o que o juiz da infância tem de ter é muita fé, fé nas crianças e no seu poder de se erguer acima das dificuldades que surgem para tentar condená-las à miséria e à desesperança, e fé em si mesmo e na força das instituições e do Direito para assegurar tais direitos.

Continuando, a Dra. Maria Isabel destaca que tudo isso causa muito sofrimento ao juiz e a todos que atuam e que são espectadores diários do sofrimento das crianças, e que o prêmio é uma força motivadora desse trabalho. “Com certeza a premiação vai ser uma alegria para todas as centenas de padrinhos que acreditaram na nossa proposta e nos ajudaram ao longo de sete anos de vida do Projeto. Nunca desistindo, sempre firmes e alegres, mesmo quando a gente, nos momentos mais difíceis, duvidava de nossas forças para convencer a todos de que o sonho era possível, sobretudo o sonho de devolver direitos a crianças, assegurar, sobretudo o direito à família, um direito tão difícil de se assegurar”, afirmou a magistrada.

Quanto aos agradecimentos, a Juíza diz que não tem como agradecer um por um, pois são centenas os padrinhos e os colaboradores, incluindo os servidores que estiveram desde o primeiro minuto apoiando e tornando realidade esse sonho. “O prêmio é para todos nós”, destacou Dra. Maria Isabel.

“Somos uma rede e em congressos e eventos, e mesmo em telefonemas informais, buscamos entre colegas saber das experiências mútuas, para trazermos sempre a melhor atuação para benefício das crianças. Se este Projeto Padrinho for inspirador para outros juízes e outras instituições, será muito gratificante pensar que a idéia que ele realiza possa ultrapassar fronteiras da nossa Capital e do nosso Estado de Mato Grosso do Sul e beneficiar, em iniciativas locais e adaptadas no que couber, cri

Autoria do Texto:Secretaria de Comunicação Social

NR: a dra. Maria Isabel foi juiza de Direito em Cassilândia.

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