Cassilândia, Quinta-feira, 25 de Maio de 2017

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13/03/2007 16:28

Professores recuam e discutirão proposta sobre regência

Humberto Marques - Campo Grande News

Os representantes sindicais dos professores da rede estadual de ensino suspenderam a realização de protestos na quinta-feira (15 de março) para discutir, em assembléia na Federação dos Trabalhadores na Educação de Mato Grosso do Sul, a proposta apresentada pelo governador André Puccinelli (PMDB) de efetuar o pagamento integral da regência de classe aos docentes a partir de maio. Entre esta terça-feira (13) e amanhã (quarta-feira, 14), os Sindicatos Municipais de Educação realizarão reuniões com as bases, de onde será tirada posição para a reunião na Fetems, prevista para começar às 9h e de onde a administração estadual espera uma contraproposta.

O posicionamento dos dirigentes sindicais significa um “recuo” da categoria, uma vez que, após a reunião com Puccinelli, os cerca de 75 sindicalistas que foram ao Parque dos Poderes decidiram rejeitar o pagamento em maio, mantendo a solicitação para imediato pagamento integral da regência. A decisão foi comunicada ao governador pelo presidente da Fetems, Jaime Teixeira, ainda na noite de segunda-feira (12).

O presidente do Sindicato Campo-grandense dos Professores, Geraldo Alves Gonçalves, informou que após a reunião na Governadoria, dirigentes efetuaram uma nova assembléia, desta vez na sede da Fetems, concluída por volta das 22h. “Lá, nós decidimos que todos os sindicalistas levariam para as bases a proposta do governador, para definir se aceitaríamos ou não o pagamento da regência a partir de maio”, explicou o presidente da ACP.

O sindicato campo-grandense, que representa 4,5 mil dos quase 20 mil professores da base da Fetems, marcou para as 7h30 de quinta-feira sua assembléia, poucas horas antes do encontro na federação. Gonçalves informou que a nova discussão não significa o cancelamento dos protestos – que incluíam paralisação de 24 horas e uma passeata no Parque dos Poderes. “Nós suspendemos. As movimentações ainda não estão descartadas”, sustentou.

A assessoria da Fetems confirmou o “compasso de espera” para a deflagração de protestos, que dependerão da assembléia geral da categoria: caso o pagamento em maio seja novamente rejeitado, os protestos podem ser deflagrados imediatamente.

O governo do Estado, por sua vez, aguardaria a apresentação de uma nova proposta por parte dos professores. Após a reunião com a categoria, o governador Puccinelli ressaltou que ainda estava disposto a negociar com os trabalhadores. Por meio de sua assessoria, o governo ressaltou essa postura, mantendo a intenção de se iniciar o pagamento da regência integral no mês de maio.

Geraldo Gonçalves informou ao Campo Grande News que a administração estadual teria sinalizado nesta terça-feira com a possibilidade de pagar o valor da regência a partir de abril. A informação não foi confirmada pela assessoria da administração.

A regência de classe foi instituída em 2004, para complementar os ganhos dos professores. Quando foi criada, um acordo entre a direção da Fetems e o então governador Zeca do PT permitiu o pagamento gradual da regência, com início em 60% do valor previsto, reajustado par 80% em fevereiro de 2005. Em fevereiro deste ano, estava previsto o pagamento de 100% da regência, o que não ocorreu.

Pelos cálculos dos professores, a folha do magistério é de aproximadamente R$ 37 milhões. O pagamento da regência – que significaria um acréscimo de até R$ 100 nos salários dos professores – representaria um dispêndio adicional de R$ 2 milhões para o Estado.

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