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19/11/2004 13:40

Produtores protestam contra aumento dos insumos

Famasul Noticias

As federações estaduais de agricultura estão organizando um movimento pela suspensão das aquisições de insumos, máquinas e implementos agrícolas para tentar conter a alta dos preços cobrados pelas indústrias. Batizado de "compra zero", o protesto foi proposto pela representação de Mato Grosso na reunião da comissão de crédito rural da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), semana passada, em Cuiabá (MT), e deve voltar a ser discutido em um novo encontro, segunda-feira, desta vez em Campo Grande (MS).

Segundo o presidente da comissão de crédito rural da CNA e da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, a idéia é promover uma "pressão organizada e preventiva" sobre a indústria para evitar o aumento das dívidas dos produtores. Enquanto as cotações das principais commodities seguem em baixa, os custos acumulam altas superiores a 100% em alguns casos desde 2003, reclama o dirigente. Ele admitiu a possibilidade de pedir a intervenção do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as empresas de formação de cartel.

Levantamento feito pelo economista Tarcísio Minetto para a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro) indica que nos últimos 12 meses os preços subiram mais de 20% no caso dos fertilizantes, de 15% a 20% nas máquinas e implementos e mais de 10% nos combustíveis. Ao mesmo tempo, a cotação da saca de soja despencou de R$ 43,30 em outubro de 2003 para R$ 32,28 no mês passado. Nesta semana, conforme a Emater-RS, o preço médio está em R$ 30,78.

Segundo o analista Antônio Sartori, da Brasoja, o preço da soja em Chicago saiu de US$ 10,60 o bushel em maio para US$ 5,40 ontem, abaixo da média de US$ 6,01 nos últimos 35 anos, enquanto os custos estão subindo desde 2003. Para ele, se a situação persistir, irá "inviabilizar" principalmente lavouras do Centro-Oeste, que têm maiores gastos com logística. "As indústrias querem parte do lucro dos produtores, mas o mercado caiu", disse.

"Estamos fazendo um alerta ao setor", afirmou Sperotto, que pretende iniciar os contatos com a indústria nos próximos dias. Segundo ele, apesar de o plantio da safra de verão estar adiantado, uma eventual paralisação das compras pelos produtores teria impacto nos contratos de financiamento de máquinas ainda não assinados e também no plantio da safrinha.

"Não podemos atuar na ponta dos preços das commodities, mas podemos atuar no controle dos custos", comentou. De janeiro a setembro, o volume de vendas de fertilizantes no país caiu 0,9% em comparação com igual período de 2003, para 15,7 milhões de toneladas, informa a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).

Conforme Sperotto, parte dos problemas deve-se também à gradativa redução dos financiamentos agrícolas no país em relação ao aumento da produção. Ele explicou ainda que a CNA está pedindo que o governo brasileiro homologue o acordo com os demais países do Cone Sul para liberar o comércio de defensivos e fertilizantes da região. O Ministério da Agricultura já aprovou a proposta, mas ainda faltam as pastas da Saúde e do Meio Ambiente, de acordo com Sperotto.




Autor:
CNA - Valor Econômico - SP

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