Cassilândia, Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017

Últimas Notícias

23/02/2005 14:37

Produtores decidem segurar milho em Chapadão do Sul

jovemsulnews (Fernandes dos Santos)

Nesta manhã produtores rurais reuniram-se na Casa do Produtor em Chapadão do Sul para discutir o problema da renda na agricultura.

Na mesa para coordenar os trabalhos o presidente do Sindicato Rural, Rudimar Artur Borgelt, o delegado da entidade João Carlos Krug, o secretário Fernandes dos Santos, o presidente da Fundação Chapadão Luís Evandro Loeff, o presidente da AMPASUL, Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Algodão, Walter Schlatter e o prefeito e produtor rural Jocelito Krug.

Na oportunidade foi discutida a atual situação do mercado agrícola, onde não se vê perspectiva de lucro para o produtor rural na soja, no milho e no algodão.

DESTAQUES DO DEBATE

João Carlos Krug revelou que em reuniões ocorridas com lideranças em Campo Grande, foram apresentados os custos de produção pesquisados pela EMBRAPA: em torno de R$32,80 para a soja e R$15,00 para o milho.

Há uma entrada maciça de dólares no país, estimulados por taxas de juros cada vez mais altas. Somente em 2005 há sobra de 7 milhões de dólares. Com essa política monetária não há perspectiva de valorização da moeda americana o que reflete diretamente nas cotações das commodities agrícolas.

Relatou-se a crise de 1995, que trouxe conseqüências maiores no ano seguinte. Há necessidade de se evitar prejuízo em 2005 para não piorar a situação em 2006.

A estimativa de produção brasileira de 65 milhões de toneladas de soja já foi revista pelos norte-americanos, que a reduziram para 60 milhões. Com uma semana de seca no país, empresas compradores reduziram essa estimativa para 58 milhões, mas há cálculos que falam na mesma produção de 2004: 48 milhões de toneladas.

Igualmente a quebra na produção de milho é muito grande. Três milhões de toneladas de milho estão perdidas no Rio Grande do Sul. No Paraná está atrasado o plantio da safrinha e o mesmo acontece no sul de Mato Grosso do Sul.

Chapadão do Sul que planta regularmente 70 a 80 mil ha de sorgo terá essa área drasticamente reduzida, o que poderia ser um substitutivo para o milho.

A “Grande Chapadão”, que agrega também as áreas de plantio de Costa Rica/Baús e Chapadão do Céu (GO) é a maior região produtora de milho de verão no Centro-Oeste brasileiro, responsável por 30 milhões de toneladas anuais. Há 10 anos essa safra está estacionada enquanto a safrinha cresceu 50% no período.

O mercado de São Paulo que busca principalmente o milho de Chapadão do Sul não tem condições de pressionar os preços. A produção do RS fica no estado, no Paraná houve quebra, em GO há o mercado local e em MT a logística de transporte inviabiliza preços baixos.

CONCLUSÕES DO ENCONTRO

Algumas decisões importantes foram tomadas no Sindicato Rural principalmente quanto à comercialização do milho, problema mais iminente para a classe produtora.

Como participaram da reunião produtores que juntos somam 18 mil ha de milho na região houve consenso quanto ao seguinte:

. necessidade de união e pressão sobre as autoridades monetárias para se conseguir recursos destinados a represar a oferta de produtos agrícolas até porque é evidente a quebra da safra brasileira tanto de milho, soja e algodão;

. não vender milho em Chapadão do Sul a preço abaixo de R$16,00, o mínimo suficiente para cobrir os custos de produção;

. articular-se com os produtores do Chapadão da Baús e de Chapadão do Céu para participar desse esforço de valorização do milho.

Entendem os produtores que a ordem é não vender, valorizar o produto, enxugar a oferta. É uma questão de sobrevivência.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Quarta, 18 de Janeiro de 2017
10:00
Receita do dia
09:00
Maternidade
Terça, 17 de Janeiro de 2017
23:53
Loteria
10:00
Receita do dia
Segunda, 16 de Janeiro de 2017
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)