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23/02/2005 14:37

Produtores decidem segurar milho em Chapadão do Sul

jovemsulnews (Fernandes dos Santos)

Nesta manhã produtores rurais reuniram-se na Casa do Produtor em Chapadão do Sul para discutir o problema da renda na agricultura.

Na mesa para coordenar os trabalhos o presidente do Sindicato Rural, Rudimar Artur Borgelt, o delegado da entidade João Carlos Krug, o secretário Fernandes dos Santos, o presidente da Fundação Chapadão Luís Evandro Loeff, o presidente da AMPASUL, Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Algodão, Walter Schlatter e o prefeito e produtor rural Jocelito Krug.

Na oportunidade foi discutida a atual situação do mercado agrícola, onde não se vê perspectiva de lucro para o produtor rural na soja, no milho e no algodão.

DESTAQUES DO DEBATE

João Carlos Krug revelou que em reuniões ocorridas com lideranças em Campo Grande, foram apresentados os custos de produção pesquisados pela EMBRAPA: em torno de R$32,80 para a soja e R$15,00 para o milho.

Há uma entrada maciça de dólares no país, estimulados por taxas de juros cada vez mais altas. Somente em 2005 há sobra de 7 milhões de dólares. Com essa política monetária não há perspectiva de valorização da moeda americana o que reflete diretamente nas cotações das commodities agrícolas.

Relatou-se a crise de 1995, que trouxe conseqüências maiores no ano seguinte. Há necessidade de se evitar prejuízo em 2005 para não piorar a situação em 2006.

A estimativa de produção brasileira de 65 milhões de toneladas de soja já foi revista pelos norte-americanos, que a reduziram para 60 milhões. Com uma semana de seca no país, empresas compradores reduziram essa estimativa para 58 milhões, mas há cálculos que falam na mesma produção de 2004: 48 milhões de toneladas.

Igualmente a quebra na produção de milho é muito grande. Três milhões de toneladas de milho estão perdidas no Rio Grande do Sul. No Paraná está atrasado o plantio da safrinha e o mesmo acontece no sul de Mato Grosso do Sul.

Chapadão do Sul que planta regularmente 70 a 80 mil ha de sorgo terá essa área drasticamente reduzida, o que poderia ser um substitutivo para o milho.

A “Grande Chapadão”, que agrega também as áreas de plantio de Costa Rica/Baús e Chapadão do Céu (GO) é a maior região produtora de milho de verão no Centro-Oeste brasileiro, responsável por 30 milhões de toneladas anuais. Há 10 anos essa safra está estacionada enquanto a safrinha cresceu 50% no período.

O mercado de São Paulo que busca principalmente o milho de Chapadão do Sul não tem condições de pressionar os preços. A produção do RS fica no estado, no Paraná houve quebra, em GO há o mercado local e em MT a logística de transporte inviabiliza preços baixos.

CONCLUSÕES DO ENCONTRO

Algumas decisões importantes foram tomadas no Sindicato Rural principalmente quanto à comercialização do milho, problema mais iminente para a classe produtora.

Como participaram da reunião produtores que juntos somam 18 mil ha de milho na região houve consenso quanto ao seguinte:

. necessidade de união e pressão sobre as autoridades monetárias para se conseguir recursos destinados a represar a oferta de produtos agrícolas até porque é evidente a quebra da safra brasileira tanto de milho, soja e algodão;

. não vender milho em Chapadão do Sul a preço abaixo de R$16,00, o mínimo suficiente para cobrir os custos de produção;

. articular-se com os produtores do Chapadão da Baús e de Chapadão do Céu para participar desse esforço de valorização do milho.

Entendem os produtores que a ordem é não vender, valorizar o produto, enxugar a oferta. É uma questão de sobrevivência.

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