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28/02/2019 10:20

Privatizações virão só depois de Previdência, diz secretário de desestatização

Correio do Estado

As privatizações federais só serão prioridade após a aprovação da reforma da Previdência, afirmou o secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do governo, Salim Mattar, nesta quarta-feira (27).

"A mãe de todas as reformas é a reforma da Previdência. Sejamos cuidadosos, vamos ter foco na reforma.

Agora não é o momento de abrir foco em muitas coisas. Depois da Previdência, a gente pode planejar melhor o que fazer de privatizações e desinvestimentos", disse ele, em evento do banco BTG Pactual, em São Paulo.

"Privatizar a Eletrobras é importante, precisamos desses R$ 12 bilhões [previstos com a desestatização da elétrica] e é uma das três prioridades do governo, junto com [o leilão] da cessão onerosa. Mas temos ainda mais três anos e alguns meses de governo depois da Previdência."

Para Mattar, o ideal seria vender o controle das estatais de uma só vez em 2019, mas isso não é exequível.

"Há 500 mil pessoas trabalhando nas estatais. É preciso ir devagar e sempre. Temos que fazer programa de privatização "smooth" [suave]. A privatização de uma não pode prejudicar a próxima, para não virar um dominó. Temos que fazer isso 'mineiramente'."

Ele diz que a meta por enquanto, já anunciada anteriormente pelo ministro Paulo Guedes, é vender US$ 20 bilhões em estatais, que serão usados para abater a dívida pública do país.

No entanto, não mencionou o que poderia ser vendido para atingir essa meta. Questionado após o evento sobre quais seriam as privatizações prioritárias do governo, mesmo que após a aprovação da reforma, o secretário não quis falar.

Mattar também afirmou que o Brasil perdeu o timing para abater a dívida com privatizações.

"Se em 2010 tivéssemos vendido [as estatais], teríamos quitado 66% da dívida. Hoje, estatais valem 26% da divida. Perdemos o timing para o 'turn around' [recuperação] na dívida", afirmou.

Mesmo com as privatizações em pausa, o programa de concessões de ativos, principalmente nas áreas de transporte, deve continuar, já que são mais bem aceitas pela sociedade, diz ele.

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