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01/04/2005 15:53

Preconceito dificulta combate à hanseníase

Dourados News

O preconceito tem sido uma barreira para que o Ministério da Saúde consiga atingir a meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de diminuir até dezembro a ocorrência de hanseníase para menos de 1 caso a cada 10 mil habitantes.

No ano passado, o Programa Nacional de Eliminação da Hanseníase (PNEH) do ministério treinou equipes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família (PSF) para diagnosticar e tratar a hanseníase. O número de equipes treinadas cresceu 118%: passando de 2.880 (em dezembro de 2003), para 6.274 (em agosto de 2004).

No mesmo período, o número de unidades de saúde de atenção básica que atendem pacientes com hanseníase subiu apenas 23%: foi de 9.315 para 11.207 unidades. "Os profissionais treinados têm um estigma em relação à doença. Eles alegam que não atendem hanseníase porque não se sentem seguros.

No entanto, aprenderam que o diagnóstico e o tratamento são fáceis. Por que eles se sentem tranqüilos para tratar hipertensão e diabetes, cujo tratamento é muito mais complicado?", questiona Sandra Petrus, coordenadora-substituta do PNEH.

A coordenadora participa em Manaus da 1ª Jornada de Telemedicina da Amazônia, que termina hoje (1). Segundo ela, o tratamento da hanseníase é relativamente rápido. São seis doses de polioquimioterapia, aplicadas em até nove meses, para os casos mais simples; ou 12 doses aplicadas em até 18 meses, para os mais complicados.

Os números, porém, são preocupantes. Desde 2000, surgiram em média 40.000 novos casos da doença a cada ano, sendo que em 3.000 deles os pacientes já apresentavam deformidades físicas. Outro sinal de diagnóstico tardio é que 3,8% dos contaminados têm menos de 15 anos e, provavelmente, pegaram a doença de algum adulto.

"Já no começo do tratamento, a hanseníase deixa de ser contagiosa", revelou Sandra. Até 15 de janeiro deste ano, 30.693 casos de hanseníase estavam sendo tratados no país. Isso significa uma média de 1,71 doente por cada 10 mil habitantes.

A maior parte dos casos (41%) está na Amazônia Legal. Maranhão, Pará e Mato Grosso são os três estados com maior número de contaminados.

Para a coordenadora, não é possível garantir que o Brasil vá conseguir cumprir a meta de eliminar a hanseníase ainda neste ano, mas ela garante que o tema é prioritário para o governo federal. "Uma prova disso é o aumento no orçamento do programa: de R$ 7,700.000,00 em 2004, para R$ 13,104.000,00 neste ano".

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