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03/03/2015 13:12

Preço médio das terras agrícolas teve valorização de 586% em onze anos

Campo Grande News

Mato Grosso do Sul é o segundo Estado com maior valorização das terras agrícolas do país, nos últimos onze anos. Os preços subiram 586%, de 2002 a 2013, segundo levantamento feito pela AGE/Mapa (Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em parceria com o engenheiro agrônomo e pesquisador da UNB (Universidade de Brasília), Flávio Botelho.

Tocantins é o primeiro da lista, com valorização de 698,5 % no preço das terras. Em terceiro, está Sergipe, com 578,3 % e em quarto, Mato Grosso, onde as fazendas foram valorizadas em 514,1 %. Em todo o país, o preço médio subiu 308,1 %. Esse dado é superior ao que se refere a elevação da taxa de inflação no Brasil.

Nesses onze anos, a taxa de inflação apontada pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) da FGV (Fundação Getúlio Vargas), foi de 121,9%. Os pesquisadores concluem que a valorização está relacionada ao aumento da produtividade agrícola, que estimula a demanda de terra e leva ao aumento do preço.

Além disso, os valores dos produtos agrícolas também forçaram a tendência crescente dos preços de terras de lavouras e de pastagens. Outro fator que ajuda na valorização, de acordo com o estudo assinado também pelos pesquisadores do Mapa, Eliana Bastos e José Gasques, é o crédito rural, em especial o de investimento, ampliado com programas e políticas do Governo Federal.

Valorização - Conforme o levantamento, no Brasil, a terra representa 70,5% do valor dos bens existentes nos estabelecimentos agropecuários. Os demais valores são distribuídos em prédios, instalações, e benfeitorias, lavouras permanentes e temporárias, matas e outros bens, como veículos, máquinas e animais.

Na região Norte, Rondônia, Pará e Tocantins lideraram o aumento do preço de terras. No Nordeste, apresentam as maiores valorizações as terras de Ceará, Paraíba, Sergipe e Bahia. No Sudeste, as terras tiveram maior variação em Minas Gerais e no Sul, os três estados apresentaram alta, mas as maiores ocorreram em Santa Catarina e no Paraná.

No Centro-oeste, a maior valorização, 14,37% ao ano, ocorreu em Mato Grosso, seguido por Goiás, conforme dados da FGV, citados pelos pesquisadores.

E aí os proprietários de terras reclamam do preço da gasolina, do diesel, da energia, do leite, dos impostos e de muitas outras coisas. Porque não reclamam da valorização das terras?
 
Ivo Alves Pereira em 03/03/2015 14:59:28
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