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17/09/2004 08:56

Por que o Primeiro-Ministro Koizumi chorou?

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O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, teve seu momento de forte emoção e chorou ontem durante sua saudação a centenas de imigrantes japoneses e alunos de escolas de língua japonesa, no auditório da Associação Brasileira de Cultura Japonesa, em São Paulo (SP). O choro do primeiro-ministro foi motivado pela menção a seu sobrevôo de helicóptero sobre a fazenda Guatapará, no interior de São Paulo, realizado na última terça-feira em companhia do ministro Roberto Rodrigues.

Sua intenção era jogar flores do seu helicóptero para homenagear os primeiros imigrantes japoneses chegados ao Brasil no navio Kasato-Maru. Foram eles os protagonistas da epopéia japonesa na sociedade brasileira. Ao perceber que, no campo de futebol da comunidade, remanescentes destes imigrantes tinham escrito, em japonês, uma calorosa saudação, e hasteado as bandeiras do Brasil e do Japão, o premiê pediu imediatamente para aterrissar. Naquele momento, ele quebrou o protocolo e decidiu entregar as flores pessoalmente. Queria abraçar as pessoas

Com isso, homenageou, em nome do povo japonês, os imigrantes que tantos sacrifícios fizeram em sua difícil viagem. Mais: Koizumi quis estender seus agradecimentos à sociedade brasileira pela acolhida que permitiu a total integração dos japoneses, exatamente como aconteceu com o seu primo, o médico veterinário Kenji Iryo, hoje morador da capital paulista. A visita do primeiro-ministro Koizumi às origens da presença japonesa no Brasil, e a sua emoção revelada em público, muito rara na Japão, simbolizaram um gesto de profunda repercussão na alma e no coração dos japoneses.

Além disso, a importante visita do chefe de governo do Japão à agricultura brasileira materializou uma idéia semeada pelo ministro Roberto Rodrigues em meados de agosto deste ano, quando uma missão precursora do governo japonês esteve em Brasília para estabelecer o roteiro e a agenda de Koizumi.

A imigração japonesa ao Brasil começou no setor agrícola. E sua contribuição foi fundamental para o progresso e o avanço do setor no país. Com eles, houve a ocupação de pequenas e médias propriedades, a introdução de novas tecnologias de produção e o desenvolvimento do sistema cooperativista no país, entre outras ações.

O projeto Prodecer, âncora de cooperação técnica e financeira entre os dois países no setor, foi essencial para desenvolver os Cerrados brasileiros e elevar o Brasil à condição de um dos principais líderes do agronegócio mundial em menos de 20 anos. Hoje, o Prodecer é reconhecido como modelo de cooperação internacional.

Ao ver bem de perto lavouras de cana-de-açúcar, laranja, café, reflorestamento e granjas, além de visitar uma das maiores usinas de produção de açúcar e álcool do mundo, Koizumi deve ter percebido que o agronegócio será, por muito tempo ainda, um setor decisivo para complementar as economias do Brasil e do Japão. Mais que isso, o ministro Roberto Rodrigues pensa que os países podem contribuir conjuntamente na busca por fontes renováveis de energia e o abastecimento alimentar.

Próximos de comemorar o centenário da imigração japonesa no Brasil, que ocorrerá em 2008, é de fundamental importância o primeiro-ministro Junichiro Koizumi conhecer de perto a pujança do agronegócio brasileiro e o berço da imigração japonesa no Brasil, na fazenda Guatapará, onde 203 dos 781 primeiros imigrantes aportaram como produtores.

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