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07/10/2008 20:12

População diz viver filme de terror em Rio Brilhante

Aline Queiroz, da redação, e Nadyenka Castro, de Rio Brilhante/Campo Grande News

Três mortes, nenhum suspeito e muitos boatos. Este é cenário no município de Rio Brilhante, onde assassinatos em série intrigam e apavoram os moradores desde 24 de julho, data do primeiro crime.
Rio Brilhante é uma cidade com menos de 30 mil habitantes e distante 161 quilômetros de Campo Grande.

O município era considerado tranqüilo até que aconteceram as mortes de Catalino Gardena, 30 anos, em 24 de julho, Letícia Neves de Oliveira, 22 anos, em 24 de agosto, e, por último, de Gleice Kelly da Silva, 13 anos, cujo corpo foi encontrado esta manhã.

O terror é agravado pela maneira como os corpos são deixados: todos foram colocados em posição de crucificação, com os braços abertos e as pernas sobrepostas.

As mortes mudaram a rotina dos moradores da cidade desde o assassinato de Letícia Neves de Oliveira, 22 anos, em 24 de agosto. Como ela foi morta da mesma maneira e exatamente um mês após a morte de Catalino Gardena, 30 anos, as pessoas começaram a temer que o próximo crime seria praticado em 24 de setembro.

O medo fez com que muitos estudantes faltassem às aulas. O comerciante Ricardo Alves Serafim, 35 anos, relata que devido aos boatos não foi ao curso técnico que faz em Dourados no dia em que supostamente a terceira vítima seria assassinada. “Foi uma história que mexeu com a cidade”, completa.

“Isso aqui é um filme de terror. O suspeito pode estar no meio da gente, do nosso lado e nós não vemos”, diz a estudante Tatiane Ferreira, 18 anos. Ela foi uma das poucas que foi à escola no dia 24 de setembro. “Quase ninguém foi”, revela.

Investigação - As informações que possam levam a polícia a esclarecer os crimes ainda são poucas, no entanto, muitos moradores falam da existência de uma lista que prevê a morte de sete pessoas.

De acordo com o delegado Elias Pereira Soares não existem suspeitos e tampouco informações consistentes que levem à elucidação dos casos.

Perto do local onde a última vítima foi abandonada, a polícia encontrou parte de um aparelho celular, porém, o telefone não foi localizado. Abaixo da nuca da adolescente, os policiais encontraram um dedo de uma luva cirúrgica, usada para guardar um bilhete, que contém poucas informações, mas que aguça a imaginação dos moradores.

Falatório - Muitos chegam a afirmar que o papel contém os nomes das próximas vítimas. Entretanto, as letras embaralhadas contidas no bilhete pouco revelam à polícia. O que mais se aproxima de uma palavra completa é a união de letras que formam ou a palavra inferno ou interno.

Segundo o delegado, ainda não é possível assegurar que se trata de assassinatos em série. “Às vezes pode ser alguém que tenha se aproveitado da situação”, disse em entrevista ao Campo Grande News.

Vítimas - Durante todo o dia de hoje, ele ouviu depoimentos de amigos e familiares da adolescente Gleice Kelly da Silva.

Ela foi vista pela última vez na noite de ontem, na casa de um amigo, distante cerca de dois quilômetros do local onde o corpo foi abandonado. Gleice saiu do local com uma amiga, às 21h30, estava em uma bicicleta, que não foi encontrada.

Na boca dela e no nariz havia sangramentos e principal suspeita é que ela tenha sido morta por asfixia. Gleice foi abandonada apenas com a calça, a blusa da vítima estava próximo do corpo.

Terror – A dona-de-casa Francisca Dias Gomes, 46 anos, está “aterrorizada”. Ela diz que se tranca em casa e que está cada dia mais receosa. Já Naur Wilian Marques, 22 anos, teme pela segurança das duas filhas, que são crianças. “Se fizeram isso com uma moça, imagine o que podem fazer uma menina”, desabafa.

O efetivo da Polícia Civil na cidade não passa de oito agentes, segundo apurou o Campo Grande News. O baixo contingente revolta os moradores da cidade.

Um comerciante, que não quis se identificar, afirma há dois anos fecha as portas do seu estabelecimento às 18 horas por medo de assaltos e até mesmo assassinatos. “É um caos, falta segurança pública”, ressalta.


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