Cassilândia, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

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10/04/2009 09:59

Políticos acusados de extorsão a prefeito foram presos

Luiz Carlos Bacanelo, de Nova Bandeirantes/24horasnews

O ex-presidente da Câmara de Nova Bandeirantes, cidade de Mato Grosso localizada a 200 quilômetrosde Alta Floresta, no norte do Estado, os vereadores Jeremias Menezes Baiocho (PP) e Adenilson Otênio(PMDB) e os ex-vereadores Sandro Roberto da Silva (PP) e Darci Antônio Vicentin (PMDB) voltaram para a prisão na noite desta quitna-feira. O hábeas corpus concedido no Natal do ano passado pelo desembargador Donato Fortunato Ojeda foi revogado no último dia 6 pelo presidente da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, desembargador José Jurandir de Lima, que denegou a ordem de soltura, nos termos do voto do relator, cassando a liminar e expedindo mandato de prisão contra os cinco envolvidos no caso de suposta extorsão contra o ex-prefeito, em 15 de dezembro do ano passado.

As prisões foram efetuada pelos oficiais de justiça Darli Santos e Adriano Eloi de Souza, lotados na Comarca de Nova Monte Verde, com o apoio da Policia Civil de Nova Bandeirantes. O outro envolvido, ex-vereador João Batista da Silva (DEM), também teve a prisão decretada e esta foragido. A Policia e os oficiais de Justiça estão realizando diligência no intuito de localizá-lo.

Os quatros estão detidos em cela comum na Delegacia de Nova Bandeirantes e estão respondendo a procedimento na Câmara Municipal por quebra de decoro parlamentar, além de sofrerem sofrem ação da justiça por corrupção passiva, proposta pelo Ministério Público Estadual, que solicitou o retorno dos cinco a cela.

Os quatro detidos devem ser transferidos a qualquer momento para um presídio, pois tanto a cadeia de Nova Bandeirantes quanto de Nova Monte Verde não possuem os itens básicos exigidos por lei para manter presos. A cela em que estão detidos os vereadores e o ex-vereadores, não tem qualquer condição. O cheiro é insuportável e se, uma vistoria for feita por autoridade competente, provavelmente será interditada a exemplo de cadeia de Alta Floresta.

Os detidos e o fugitivo são acusados de extorquirem o ex-prefeito, para pagar o valor de R$ 50 mil para aprovarem as contas municipais. Eles foram presos pelo Grupo Especial de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em 15 de dezembro, de posse de R$ 5.800,00 de adiantamento. O restante do “pagamento” para aprovarem as contas exercício 2.007 seria entregue na semana seguinte, momentos antes da “apreciação” e aprovação das contas.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, foram realizadas duas ´reuniões´ no gabinete do prefeito, em outubro e em novembro de 2008, ambas gravadas pelo então prefeito com um aparelho de MP3. Nas duas oportunidades os vereadores negociavam, inclusive, forma de pagamento, e chegaram prometer a aprovação não só das contas de 2007, mas também as do exercício de 2008, tudo incluído no preço. A gravação foi apresentada pelo Ministério Público a Justiça, que ordenou a prisão dos vereadores, coordenada pelo promotor Célio Wilson de Oliveira

A Comissão Processante da Câmara Municipal, criada pelo Legislativo apos denúncia popular contra Jeremias e Adenilson, deverá enviar a qualquer momento ao presidente da Casa de Leis Municipal, o parecer a respeito dos trabalhos de apreciação do caso dos Vereadores Jeremias e Adenilson. O trabalho da CP está praticamente na reta final, e informações afirmam que a sessão de apreciação do plenário será marcada para a penúltima semana deste mês. Caso, os dois vereadores estejam ainda presos, o Legislativo Municipal solicitará ao Poder Judiciário para que “tragam” os vereadores para se defenderem na sessão.

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