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08/05/2008 13:44

Polícias são treinados para combater pirataria em MS

Aline Queiroz - Campo Grande News

CDs e DVDs já não são os únicos alvos de falsificadores. Brinquedos, roupas, tênis e artigos de higiene integram o rol de produtos pirateados e colocam em cheque a qualidade das mercadorias que o consumidor leva para a casa.

Como uma maneira de evitar que os produtos entrem no mercado, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) faz ações constantes e, desta vez, apresenta mais uma ferramenta: a capacitação de 80 policiais na identificação dos “piratas”.

Barrar a ação de fraudadores e contrabandistas não é tarefa simples, uma vez que em muitos casos a réplica é muito semelhante ao item original. Às vezes, os produtos contém inclusive imitações de selos do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia).

Para identificar os artigos falsificados, o consumidor pode confrontar o item suspeito com o original, o que nem sempre é possível.

Representante das empresas Mattel, Colgate e Philips, Márcio Costa de Menezes e Gonçalves veio a Campo Grande mostrar as diferenças entre os produtos originais e os piratas. Segundo Gonçalves, estudo do Ministério da Justiça aponta que no Brasil a pirataria impede a arrecadação de R$ 30 bilhões aos cofres da União e deixa de gerar 2 milhões de empregos formais.

Outra grande preocupação é com a população, uma vez que, as pessoas ficam sem mecanismos de defesa. Antigamente, produtos pirateados eram comprados por valores bem abaixo dos originais e a situação hoje é diferente pois os preços são semelhantes aos verdadeiros.

A mudança deve-se à organização dos falsários, que têm conseguido fazer artigos tão próximos dos originais e confundido os consumidores. A PRF já encaminhou à perícia talco e shampoo infantil, escova de dente, perfume, além de brinquedos, roupas, tênis e peças automotivas.

Aliados à ação dos falsificadores, os contrabandistas também mudaram o foco de atuação e passaram a praticar ações “formiguinha”. Assim como os traficantes, os responsáveis pelas mercadorias contrabandeadas contratam “mulas” para o transporte dos produtos ilegais, que são levados em ônibus de turismo, diferentemente da época em que “sacoleiros” atravessavam a fronteira para comprar itens pirateados.

Ações conjuntas entre a PRF e a Receita Federal coíbem os criminosos, no entanto, não é possível fiscalizar todos os veículos diariamente, segundo o responsável pelo setor de comunicação social da PRF, Ademilson de Souza. Desta maneira, ele justifica a importância do curso, que dará mais elementos para o policial identificar materiais ilegais.

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