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02/08/2008 08:46

Policial morre em troca de tiros em cadeia de MT

Sinézio Alcântara, de Cáceres/24horasnews

Um policial foi morto ao tentar impedir o resgate de duas traficantes presas na cadeia feminina de Cáceres. Foi uma ação audaciosa. O resgate frustrado aconteceu às 14h30 de ontem, quando dois homens armados de revolveres, invadiram o prédio - localizado nos fundos do Batalhão de Polícia Militar-, renderam uma agente e exigiram que ela libertasse as presas. Ao ser acionada a PM enviou os policiais que foram recebidos a balas. O cabo Marcos Oliveira Sabala, 30 anos, foi alvejado por um tiro a altura do pescoço. Ainda correu alguns metros e caiu morto.

Os demais policiais tiveram dificuldade em conter a ação porque, ao saírem do prédio, os bandidos usaram duas presas como escudo humano. “Se eles atirassem atingiriam as presas que foram usadas como escudo”, explicou o comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM) coronel João Evangelista do Nascimento. Após a troca de tiros, os bandidos se recuaram adentrando o presídio fazendo várias detentas reféns. Algumas, segundo o comando do batalhão, foram espancadas e ameaçadas de morte.

A partir daí começaram as negociações para que os bandidos se entregassem. Alfredo Vagner Moraes e Ailton Moreira Santos, exigiam um carro para a fuga e a presença da imprensa (TV e Jornal A Gazeta) para intermediar as negociações. Após 40 minutos eles se entregaram. Uma presa que servia como intermediária das conversas entre os bandidos e o coronel João Evangelista, saiu do prédio com os revolveres e dois aparelhos de telefone celular. Alfredo e Ailton foram encaminhados para a cadeia do município.

Uma das traficantes que seriam resgatadas Lúcia Ângela da Silva, foi presa na região da fronteira, conduzindo vários quilos de pasta base de cocaína, no dia 19 de janeiro deste ano. A polícia não tem a identidade da outra que também seria resgatada pela dupla

Apesar de ser localizada no fundo do Batalhão de Polícia Militar, no centro da cidade, a cadeia feminina de Cáceres não dispõe de segurança policial, o que facilita a ação dos bandidos. No local o serviço de guarda é feito apenas por agentes policiais, a maioria do sexo feminino. Foi a segunda ação de resgate na cadeia em menos de um ano. No dia 19 de dezembro de 2007, dois homens armados, renderam as agentes e levaram uma presa também traficante. Há 10 meses, três presas empreenderam fuga, uma inclusive, com um bebê de colo.

O juiz diretor do sistema prisional em Cáceres, Alex Nunes de Figueiredo, diz que foi uma “tragédia anunciada”. E responsabilizou o Estado e a Polícia Militar pela morte do policial. E que irá determinar a interdição do prédio na próxima semana. Ele informou que já encaminhou vários oficiais a secretaria de Estado de Segurança Pública e ao comando da Polícia Militar no Estado, relatando a precariedade do local. Mas, que segundo ele, até agora nenhuma providência foi tomada no sentido de regularizar a situação.

“Foi uma tragédia anunciada. Há muito tempo venho relatando o estado precário dessa cadeia. Mas, nenhuma providência foi tomada. As respostas são sempre as mesas. Falta efetivo. Vou determinar a interdição do prédio na próxima semana”, garantiu. O comando do 6º BPM confirma a falta de policiamento para o serviço. O coronel João Evangelista, diz que o batalhão em Cáceres dispõe de apenas 35 policiais militares diariamente para a segurança do município.

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