Cassilândia, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

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01/03/2016 15:06

Polícia prende o quarto suspeito de envolvimento na tortura de menino

G1MS

A mulher de 60 anos, quarta pessoa presa por envolvimento na tortura de um menino de 4 anos, em Campo Grande, é suspeita de organizar os rituais de magia negra, nos quais a criança era agredida, segundo informou o delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Depca). Ela é mãe da mulher de 31 anos, tia-avó que tinha a guarda judicial do menino, e foi presa nesta terça-feira (1º) em Aquidauana.

“Temos informação de que seria ela a mentora de todo esse ritual. Desde o primeiro momento em que essa criança passou a ser vítima desse tipo de tratamento, essa senhora estava presente”, afirmou o delegado.

A mulher é considerada avó adotiva do menino e chegou a prestar depoimento para a polícia no começo das investigações. Na época, ela negou que soubesse das agressõe, de acordo com Lauretto. Também estão presos os tios-avós e um sobrinho deles, primo da criança.

Vizinhos
O menino morava com os tios-avós e duas filhas do casal em uma residência no Centro de Campo Grande. Os vizinhos não desconfiavam das agressões.

“Nunca vi nem um barulho, nunca achei nada de anormal”, afirmou uma pessoa que não quis se identificar. Outro vizinho comentou que não via o menino. “Via ela, o sobrinho e as duas filhas dela, mas o menino não, nunca apareceu aqui na frente”, ressaltou.

As agressões foram descobertas durante visita surpresa da equipe da unidade de acolhimento onde o garoto vivia antes.

A criança foi internada na Santa Casa com ferimentos e sinais de tortura na terça-feira (23) e o caso chocou profissionais das polícias militar e civil, Conselho Tutelar e médicos.

Tios-avós
O tio-avô, de 46 anos, e a esposa dele, de 31 anos, que tinham a guarda judicial do menino desde maio de 2015, estão presos e confessaram o crime, alegando que agiam sob influência de uma entidade espiritual. Eles também afirmaram que agrediam a criança em situações fora dos rituais de magia negra. Os nomes dos tios-avós não serão divulgados nesta reportagem para garantir os direitos de proteção da criança.


O terceiro suspeito é um jovem de 18 anos, sobrinho do casal e primo da vítima. Ele também foi preso em Aquidauana e disse à polícia que assistia às agressões contra o menino.

Alta médica
O menino deve receber alta até o próximo domingo (6), segundo informou ao G1, a assessoria de imprensa da Santa Casa de Campo Grande. Depois de sair do hospital, ele voltará para uma instituição de acolhimento, de acordo com a conselheira tutelar Cassandra Szuberski.

Investigação
Além dos três presos, foram ouvidos a avó materna adotiva – mãe da suspeita -, as duas filhas biológicas do casal suspeito e a vítima.

As filhas do casal afirmaram para a polícia que o menino era “super apegado” com a suspeita, mãe delas.

Lauretto disse que o menino “estava muito traumatizado, assustado e sob efeito de medicamento” quando foi ouvido por psicólogos no hospital, por isso, não foi considerado depoimento.

Família
O homem preso é irmão da avó paterna biológica do menino. Ele e a esposa teriam sido os familiares mais próximos interessados na guarda da criança, depois que a avó paterna devolveu a criança à Justiça alegando que não tinha condições de cuidá-la.

Segundo a polícia, os pais biológicos do menino são usuários de droga e o abandonaram. Em depoimento, a tia-avó contou que quis adotar a criança com intenção de utilizá-la em rituais de sacrifício.

Materia de autoria do G1MS

 

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