Cassilândia, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

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06/01/2014 15:53

Polícia afirma que pais confessaram agressão e morte de bebê

G1

André Luiz Pinto de Souza, de 22 anos, e Tainara Cardoso de Araujo, de 19, presos nesta segunda-feira (6) suspeitos de matar o próprio filho de 1 mês, confessaram à Polícia Civil que agrediram e mataram a criança. De acordo com a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o menino Josué Araújo de Souza foi arremessado pelo pai durante uma briga do casal na sexta-feira (3).

A criança teve febre e convulsão por três dias e só foi levada a um hospital particular na madrugada desta segunda-feira. No entanto, Josué chegou sem vida ao hospital.

Segundo a delegada que decretou a prisão do casal, Anaíde Barros, os pais vão responder por homicídio qualificado doloso (quando há intenção de matar). O menino, único filho do casal, iria completar dois meses nesta quarta-feira (8). André Luiz Pinto trabalha como auxiliar de entrega em um supermercado e a esposa é dona de casa. Eles estavam casados há cerca de um ano.

A família morava em uma casa no Bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. O casal prestou depoimento de forma separada e contou a mesma versão à polícia. “Eles relataram que na sexta-feira tiveram uma briga. O pai tomou o filho do colo da mãe e o jogou em cima de um colchão que estava no chão. A partir dessa data a criança apresentou problemas de saúde, teve princípios de convulsões, além da mãe perceber que ele tinha um ferimento na cabeça”, disse ao G1 Anaíde.

A criança também apresentava diversas mordidas profundas pelo corpo, principalmente na barriga, no rosto e na bochecha. “Por essa razão [as mordidas], eles alegaram que não levaram ao médico por medo de perder a guarda da criança. Eles alegaram ainda que as mordidas foram feitas por brincadeira. Mesmo assim, isso se enquadra como maus tratos”, completou a delegada.

As diversas mordidas no corpo de Josué teriam sido feitas pelos dois em datas diferentes, segundo a polícia.

Crime - Na noite de domingo (5), Josué teve a saúde debilitada, mesmo com os pais dando remédio contra a febre. Nenhum parente da família foi chamado e nem socorro médico solicitado até a noite de domingo. Depois da criança não querer mamar e apresentar crises convulsivas, ela veio a óbito por volta de meia-noite.

"A mãe contou que, quando o filho estava muito ruim, ligou para um pastor de uma igreja e pediu para ele orar pelo filho. Só depois que a criança já estava em óbito, eles a levaram para o pastor. Josué agonizou por três dias”, detalhou Anaíde Barros.

O menino foi levado até o pastor, que percebeu que a criança já estava morta. Foi ele quem levou os pais e a criança até um hospital particular do Bairro Santa Helena. Uma enfermeira que recebeu Josué desconfiou das marcas de mordidas e acionou a Polícia Militar.

De acordo com a delegada, mesmo sendo o pai o suposto autor da ação, a mãe vai responder como coautora do crime, já que teve a omissão do socorro da criança. Conforme a DHPP, em depoimento, a mãe pareceu estar mais sensibilizada e jogava a culpa no marido. Já o pai só esboçou reação e chorou quando foi informado que estava sendo preso em flagrante. O pastor e a enfermeira também foram ouvidos pela delegada.

Um documento preliminar do Instituto Médico Legal (IML) da capital aponta a morte da criança por traumatismo craniano. Contudo, a delegada descartou que os pais tenham abusado sexualmente do menino. O casal deverá ser encaminhado para unidades prisionais da capital ainda nesta segunda.

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