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12/12/2004 08:48

PMDB decide hoje se fica ou não no governo Lula

JB

O PMDB chega hoje a mais uma convenção nacional, que poderá decidir pelo desembarque do partido do governo, dividido entre forças políticas antagônicas. De um lado a ala favorável ao rompimento, liderada pelo presidente do partido, deputado Michel Temer (SP) e do outro, a ala defensora da permanência do partido na bancada governista, capitaneada pelo líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL).
Em jogo, o papel a ser desempenhado pelo partido nas eleições de 2006. Se protagonista, com candidato próprio à presidência da República, ou coadjuvante, aliado ao PT pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou na oposição, encarnada por PSDB e PFL.

Mas tudo leva a crer que o encontro reunirá apenas um segmento do partido. Até ontem, os governistas, com o apoio do Palácio do Planalto, trabalhavam no sentido de esvaziar a convenção e para que ala defensora da ruptura com o governo não conseguisse quorum para aprovar a saída da base de apoio ao presidente Lula. Também ameaçavam recorrer à Justiça a fim de invalidar uma possível decisão pelo desembarque.

Na reunião da Executiva, quarta-feira passada, o governo, na luta pelo adiamento da convenção, foi derrotado. Fato raro na história do partido. O resultado das seis últimas convenções do PMDB é o retrato da predominância governista.

Os governistas só perderam em 1995, quando o deputado Paes de Andrade foi eleito, por 76 votos a 75, presidente do partido. Nas outras, só registraram vitórias. Independentemente do resultado de hoje, no entanto, o racha já está proclamado.

Partido desunido
Da convenção que escolheu Ulysses Guimarães candidato a presidente em 1989, passando pela candidatura de Orestes Quércia em 1994, pela composição com FH em 1998, o apoio a José Serra em 2002, até a resolução em apoio a Lula em 2003, quase nenhuma das decisões da cúpula PMDB foi respeitada pelo restante do partido.

A história se repete. A hipótese, novamente, de o partido ficar com um pé em cada canoa é a mais provável. Os ministros do PMDB, Eunício Oliveira, das Comunicações, e Amir Lando, da Previdência Social, já adiantaram que não deixarão seus cargos. Temer ameaça punir os rebeldes: "Quem não acompanhar a decisão da convenção estará sujeito às sanções previstas no estatuto", disse.

Ala governista não deixa o governo
O Planalto já trabalha com um racha interno do partido para negociar isoladamente, caso a caso. No varejo, o governo pretende assegurar o apoio congressual de 19 senadores e 43 deputados, que na última semana assinaram uma nota defendendo a permanência do partido na base.

Como sabe da importância do partido nas costuras políticas visando às eleições de 2006, o presidente Lula mantém a idéia de contemplar o PMDB com pelo menos mais um ministério. Os peemedebistas enviaram vários sinais de que gostariam de ocupar a Pasta das Cidades.

O partido é dono de 76 cadeiras na Câmara e 23 no Senado. Serão chamados a conversar os interlocutores de todo o sempre: Renan, o presidente do Senado, José Sarney (AP) e o líder na Câmara, José Borba (PR).

"O máximo que vai acontecer (depois da convenção) é um constrangimento para Temer. Semana que vem, ele verá a maior parte de deputados e senadores a favor do governo", disse o vice-líder do governo no Senado, senador Ney Suassuna (PB) adiantando ser inamovível do cargo.

Suassuna é ainda mais otimista nos cálculos de quem nas bancadas de seu partido apoiará o Palácio dos Planalto. Seriam 20 senadores e mais de 45 deputados.

"O cargo (de vice-líder do governo) quem me deu foi a bancada. Também não vou entregá-lo qualquer que seja o resultado da convenção. A não ser que a bancada decida", antecipou.

Pelo estatuto do partido, 519 convencionais, entre senadores, deputados e delegados estaduais, têm condições de participar, totalizando 708 votos. Alguns, pelo cargo que exercem, têm direito a mais de um voto. Minas Gerais é o estado com mais votos, 62. Em seguida, vêm São Paulo e Paraná, com 55, e Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com 54. Em número de convencionais, Minas também lidera, com 51. O Paraná tem 45 e São Paulo, 42.

Até a última semana, pelos cálculos da cúpula do partido, a maioria dos votos seria pelo rompimento. Contabilizavam mais de 350. Na última sexta, dos oito diretórios estaduais que ainda não tinham definido posição com relação à permanência ou não do PMDB na base governista, três estavam propensos a decidir pelo rompimento com governo Lula e três pela permanência.

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