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22/09/2006 08:36

PIB da agropecuária registra queda de 1,88%

Thiago Brandão/ABr

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou ontem (21) queda de 1,88% do PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária no primeiro semestre do ano, em relação ao mesmo período em 2005. Segundo dados da CNA e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), se persistir a tendência de queda a previsão é de que no ano a redução chegue a R$ 5,7 bilhões – dos R$ 153,04 bilhões no ano passado para R$ 146,34 bilhões.


A maior redução (2,41%) foi apurada na pecuária, cujos preços médios registraram decréscimo de 4,16%, enquanto a produção aumentou 1,83% de janeiro a junho. “Os preços da carne estão subindo e isso deve diminuir um pouco a queda no PIB do ano, mas, de qualquer maneira, haverá perdas”, afirmou o superintendente técnico da CNA, Ricardo Cotta.

Na agricultura, produtos como cana-de-açúcar, café e laranja não conseguiram impedir o recuo de 1,46% no primeiro semestre. Além da queda dos preços médios (3,29%) e do aumento da produção física (1,89%), o setor deve passar por mudanças na próxima safra. “O produtor provavelmente vai redirecionar sua intenção de plantio. Na região Centro-Oeste, por exemplo, ele vai plantar menos soja e mais algodão, que está com preços em alta no mercado internacional”, avaliou o superintendente.

Para 2007, as previsões da CNA incluem baixa de 10% na produção de soja. “O setor em geral empurrou para o próximo ano as dívidas referentes às perdas de agora e não há sinais de que a lucratividade dos negócios vá aumentar. E, com as dívidas correndo, o produtor está com menos acesso a crédito”, disse Cotta. Os efeitos serão mais sentidos nas regiões de mais difícil distribuição e escoamento, como em Mato Grosso e algumas áreas de Goiás, acrescentou.


Sobre a balança do comercial do agronegócio, a CNA informou que foi registrado recorde de US$ 32 bilhões até agosto, com alta de 10,9% em relação ao mesmo período em 2005. Ele atribuiu o resultado ao aumento do preço médio da tonelada exportada. A participação do setor nas exportações brasileiras caiu de 37,7%, nos primeiros oito meses do ano passado, para 36% no mesmo período de 2006.

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