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18/04/2013 17:03

PF prende carteiros no Rio acusados de ajudar em golpe pela internet

Flávia Vilela, Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (18) 13 pessoas, dentre elas seis carteiros, acusadas de fazer parte de uma quadrilha que comprava produtos na internet de forma fraudulenta no Rio de Janeiro. As investigações da operação, batizada de Delivery, começaram em 2010. A estimativa da PF é que a quadrilha tenha causado prejuízos da ordem de R$ 3 milhões a operadoras de cartão de crédito e lojas virtuais.

A maioria dos presos mora na cidade de Niterói, região metropolitana do Rio, mas um mandato de prisão foi cumprido em São Paulo e outro em Araruama, Região dos Lagos, de acordo com a Polícia Federal. Segundo a PF, o chefe da quadrilha é um estudante de direito morador de São Gonçalo, município vizinho a Niterói.

A Polícia Federal explicou que o crime era cometido a partir de dados de cartões de crédito - roubados por meios de fraude criada por especialistas em informática - que a quadrilha utilizava para fazer compras online.

Os funcionários dos Correios e entregadores de transportadoras eram encarregados de identificar as mercadorias com os endereços fictícios, que faziam parte das rotas dos envolvidos, e entregá-las aos criminosos.

Os carteiros e entregadores recebiam pelo serviço ilegal um valor proporcional ao da mercadoria. Os produtos eram geralmente notebooks, tablets, aparelhos celulares, TVs de plasma e de LED, entre outros. Tudo era revendido a receptadores ou por meio de sites que hospedam anúncios de vendas por valores abaixo do mercado.

Os presos foram encaminhados para o Presídio Ari Franco, em Água Santa, subúrbio do Rio. Os investigados vão responder pelos crimes de furto, receptação, corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha, previstos respectivamente nos artigos 155, 180, 317, 312 e 288 do Código Penal.

A assessoria dos Correios do Rio de Janeiro informou que ainda aguarda o comunicado da Polícia Federal sobre os empregados envolvidos na operação para adotar as medidas administrativas cabíveis. A empresa disse ainda que “age em parceria com os órgãos de segurança federal e estadual, fornecendo informações necessárias às investigações que são realizadas”.

Edição: Davi Oliveira

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