Cassilândia, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

Últimas Notícias

28/05/2009 18:31

PF já prendeu 80 pessoas acusadas de falsificação

Alex Rodrigues , Agência Brasil

Brasília - A Operação Trilha, deflagrada hoje (28) pela Polícia Federal para prender grupos especializados em falsificar cheques, cartões de crédito e em desviar dinheiro de contas bancárias por meio da internet, resultou, até às 15h, na prisão de 80 pessoas. Também foram apreendidos valores em dinheiro, veículos de alto padrão e farta quantidade de material que servirá de prova contra os alvos das investigações. A PF ainda não tem o valor total de dinheiro desviado pelo grupo.

Parte dos 650 policiais empregados nas buscas continuam trabalhando para cumprir os 139 mandados de prisão expedidos pelo Juiz Federal da 12ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal (DF). Cento e vinte mandados são de prisão preventiva e 19 de prisão temporária. Um dos suspeitos foi preso nos Estados Unidos.

Segundo o superintendente da PF no Distrito Federal, delegado Disney Rosseti, a maioria dos acusados de integrar o esquema tem entre 20 e 30 anos e vem de famílias de classe média. Mais da metade deles é reincidente na prática de crimes cibernéticos. Um dos presos tem mais de 60 passagens pela polícia. “Pelo que percebemos durante as investigações, eles cometiam esses crimes apenas para poder esbanjar o dinheiro”, afirmou Rosseti.

De acordo com o delegado, a PF começou a monitorar os acusados há mais de um ano. No início, o objeto das investigações era o tráfico de drogas. No entanto, parte dos jovens migraram para a prática de crimes cibernéticos. Para Rosseti, o fato de os riscos serem menores explica a mudança. O delegado acusa que este tipo de crime é uma nova modalidade de assalto a banco, sem os riscos do tradicional roubo. Somente um dos presos desviou mais de R$ 1 milhão em apenas um mês.

“Podemos dizer que são 15 grupos criminosos eventualmente atuando de forma interligada. Alguns dos investigados participavam de mais de um grupo, mas não se trata de uma megaorganização criminosa, mas, sim, de 15 organizações sem um grande líder”, explicou Rosseti, revelando que mais de 500 pessoas foram investigadas.

O delegado comemorou a prisão de programadores que, segundo ele, criaram os programas usados por hackers para obter dados pessoais de correntistas. “Desta vez conseguimos prender quatro ou cinco dos principais programadores. Eles são os principais responsáveis por estas fraudes, pois são eles que preparam e distribuem os programas”.

Os programas usados para capturar senhas bancárias de correntistas de bancos públicos e privados eram disseminados por meio de falsas mensagens eletrônicas enviadas pelos investigados em nome de instituições bancárias. Outra tática era a instalação de câmeras em caixas eletrônicos para que os correntistas fossem filmados digitando suas senhas. Enquanto isso, um dispositivo acoplado ao terminal copiava o cartão.

O esquema contava ainda com os “laranjas”, cidadãos comuns que emprestavam suas contas bancárias ou então aceitavam abrir novas contas em seus nomes. Os acusados transferiam pequenas quantias de dinheiro, em geral, entre R$ 2 e R$ 3 mil, para estas contas, com as quais pagavam compras feitas pela internet e pagas com boletos bancários.

Rosseti informou que a PF já identificou mais de 1,5 mil pessoas que serviram conscientemente de "laranjas" a estas organizações. Todas serão indiciadas pelos crimes de coautoria nos crimes de formação de quadrilha e de furto mediante fraude.

“Boa parte desses crimes seria impossível sem a participação destas pessoas”, concluiu Rosseti, alertando a população a ter cuidado com mensagens eletrônicas recebidas de estranhos ou que peçam informações sigilosas.

Edição: Lílian Beraldo

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Quinta, 08 de Dezembro de 2016
10:00
Receita do dia
09:00
Maternidade
Quarta, 07 de Dezembro de 2016
20:20
Loteria
10:00
Receita do dia
09:00
Maternidade
03:14
Loteria
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)