Cassilândia, Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

Últimas Notícias

16/05/2006 19:40

Petrobrás decide não investir mais no gás boliviano

Nielmar de Oliveira/ABr

A Petrobras decidiu que não fará mais investimentos no projeto de expansão da produção de gás da Bolívia, informou o diretor da Área Internacional da estatal, Nestor Cerveró. A produção, de 40 milhões de metros cúbicos por dia, aumentaria em 15 milhões de metros cúbicos por dia.

Segundo Cerveró, o decreto de nacionalização de reservas e ativos da área de petróleo, assinado no início do mês pelo presidente boliviano Evo Morales, inviabiliza novos investimentos: "Se alguém tiver a pretensão de fazer novos investimentos, não será a Petrobras e nem seus sócios no país. Passar a taxação dos 50% que eram cobrados em royalties para 82% inviabiliza os investimentos não só na Bolívia, como em qualquer lugar do mundo".

As comissões mistas criadas para as negociações entre a Petrobras e o governo boliviano, adiantou, discutirão basicamente três pontos principais: a nacionalização das reservas e de ativos, o preço do gás exportado para o Brasil e o aumento da taxa cobrada a título de royalties. "Já me informaram que no caso dos royalties essa taxação não é definitiva. E eu não sei como vai terminar. Vamos reavaliar a nossa posição, se for este o caso. Agora, a única possibilidade de retomarmos esses investimentos é com a realização de mudanças substanciais no que foi aprovado dentro do decreto do presidente Morales", afirmou o diretor.

A Petrobras, garantiu, não trabalha com a possibilidade de mudar a sua estratégia de atuação no continente: "Objetivamente, apenas os investimentos que estavam previstos para atender ao aumento da demanda de gás – os 15 milhões de metros cúbicos que pretendíamos trazer – não serão feitos".

Cerveró lembrou que a produção máxima da Bolívia hoje é de 40 milhões de metros cúbicos e que desse total, "nós vamos estacionar nos 30 milhões de metros cúbicos que importamos e já constam do contrato assinado". Ele acrescentou: "Qualquer acréscimo a esse volume implica produção nova, investimentos novos, dutos novos – e isso nós cancelamos".

O diretor admitiu também que não existe, atualmente, uma solução no curto prazo para aumentar a oferta de gás, caso os problemas com a Bolívia venham a ser agravados. "Mas no médio prazo podemos trabalhar para aumentar a oferta interna do produto em mais de 30 milhões de metros cúbicos e importar GNL (gás natural líquido)", disse.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Segunda, 23 de Janeiro de 2017
Domingo, 22 de Janeiro de 2017
10:00
Receita do dia
Sábado, 21 de Janeiro de 2017
20:55
Loteria
10:00
Receita do dia
09:00
Maternidade
Sexta, 20 de Janeiro de 2017
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)