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04/05/2005 07:32

Pesquisador defende que não há "primeira droga”

Agência Notisa

Durante o 22º Congresso da SOCERJ, o cardiologista Emílio Cezar Zilli alertou para os riscos da associação entre SM e hipertensão e defendeu uma aplicação mais crítica dos guidelines.

Cada vez mais pessoas no mundo desenvolvem a chamada Síndrome Metabólica (SM), cuja principal característica é a resistência à ação da insulina. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), calcula-se que só nos EUA 6,7% da população entre 20 e 29 anos possua SM, taxa que sobe para mais de 40% na população acima dos 60. Algumas projeções indicam que em 2010 de 50 a 75 milhões de norte-americanos, ou mais, terão a síndrome. E todas as evidências indicam que o impacto na saúde do indivíduo é grave. “Somente a associação entre SM e doença cardiovascular aumenta em cerca de 1,5 vezes a mortalidade geral e em 2,5 a cardiovascular”, alertou o médico Emilio Cezar Zilli, em palestra realizada no 22º Congresso da SOCERJ (Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro).

A síndrome, na verdade, é fruto de um conjunto de fatores complexos entre os quais podem ser destacadas a superprodução de insulina, pressão arterial alta (hipertensão), obesidade abdominal e diabetes. Segundo Zilli, hoje, a principal forma de combate à SM é a diminuição da pressão, o que pode ser comprovado pelo número de medicamentos disponíveis com esse objetivo. “Sem dúvida, o ideal é ter um paciente com pressão arterial 12 por 8. Diversos estudos, inclusive, apontam que quanto menor esse número, menor o risco cardiovascular”, disse.

Diante do alvoroço em torno da eficácia desses medicamentos, Zilli lembra que o principal objetivo da pesquisa e do tratamento deve ser a diminuição da mortalidade e dos eventos, e não somente a redução da pressão. “Hoje, cada vez mais drogas surgem no mercado prometendo avanços, aparentemente com resultados melhores que as anteriores. Nesse sentido, talvez fosse mais interessante ater-se à qualidade de vida do paciente”, defendeu durante o congresso.

O médico explicou que cerca de 75% dos pacientes com hipertensão e síndrome metabólica necessitam do uso de mais de um medicamento, daí a necessidade de se individualizar o tratamento pois pode-se conjugar melhor o uso dos diferentes fármacos disponíveis. “Particularmente, eu não gosto de eleger uma droga de uso preferencial. Não se pode seguir os guidelines (estudos de referência) a risco em todos os pacientes”, defendeu o cardiologista.

Zilli citou diversos remédios que podem ser utilizados, como os beta-bloqueadores, os inibidores adrenérgicos e os bloqueadores de cálcio. Ele fez questão de ressaltar que todos podem gerar benefícios, mas também apresentam limitações que devem ser levadas em consideração. “Os beta-bloqueadores, por exemplo, seriam bons, mas não surtiriam efeito sobre os triglicerídeos. Por sua vez, os inibidores adrenérgicos controlariam bem a pressão arterial e melhorariam a sensibilidade à insulina”, explicou. Ele defendeu, ainda, o uso dos diuréticos. “Quando utilizados em baixas doses, eles apresentam bons resultados. Além disso, é uma droga barata que pode ser utilizada no serviço público, disse.


Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)

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