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10/10/2015 10:29

Pesquisa revela que MS é o Estado que mais vende brinquedo contrabandeado

Flávio Paes, Campo Grande News

Mato Grosso do Sul é o estado do País, em termos proporcionais, onde se comercializa o maior volume de produtos infantis pirateados ou contrabandeados. Conforme levantamento nacional, 44% dos produtos fiscalizados no comércio sul-mato-grossense não tem certificação do Inmetro. A média no Brasil foi de 1,83%.

 

Segundo o diretor de Avaliação da Conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia , Alfredo Lobo, esta situação decorre do fato de o estado ser vizinho do Paraguai e da Bolívia, daí , “ser é mais suscetível à entrada de produtos irregulares, pirateados, contrabandeados”. Esta situação evidenciada em praticamente todas as cidades, nas feiras e camelódromos, onde os "importados" do Paraguai predominam.

Em função do Dia da Criança, o Inmetro intensificou a fiscalização no comércio contra produtos infantis pirateados ou contrabandeados. A operação especial terminou esta semana. Ao todo, foram feitas 3.588 ações de fiscalização em todo o país, envolvendo 740.266 artigos, sendo encontrados 13.573 produtos irregular.

De acordo com a lei, os comerciantes flagrados vendendo produtos irregulares, como brinquedos sem o selo de conformidade, podem sofrer penalidades que vão desde advertência, multa de R$ 100 a R$ 1,5 milhão e apreensão dos artigos, até interdição do ponto de venda. “Em geral, é uma multa associada a uma apreensão, no caso de ser um produto que ofereça um risco iminente, imediato”, disse o diretor.

A certificação de brinquedos é compulsória no Brasil desde 1992. O selo que contém a marca do Inmetro e do organismo acreditado responsável pelo processo de certificação prova que o produto foi submetido a ensaios e aprovado em testes. Caso os pais encontrem brinquedos sem o selo do Inmetro, podem denunciar a irregularidade à Ouvidoria do órgão, no telefone 0800 285 1818.
Entre as orientações estão verificar se o produto tem o Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro e adquirir brinquedos adequados à faixa etária da criança.

Outra recomendação é que os pais comprem os presentes no mercado formal. “Jamais comprar brinquedo no mercado informal, porque ele, certamente, tem grande chance de ter algum tipo de irregularidade e ser nocivo à criança”, disse Alfredo Lobo. O diretor do Inmetro sugeriu também que os pais e responsáveis sigam as instruções de uso e se encarreguem de retirar o brinquedo da embalagem. Segundo ele, por mais seguro que o brinquedo seja, é preciso haver uma supervisão dos responsáveis, de maneira a evitar que a criança faça um uso indevido do produto. As medidas visam a evitar acidentes.
Reclamações

De acordo com o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), os artigos infantis respondem por 13% das reclamações recebidas no período de 2006 e 2015, das quais 28% se referem a brinquedos. De acordo com Alfredo Lobo, artigos infantis em geral estão entre os grupos de produtos com maior incidência de acidentes, juntamente com artigos do lar, que englobam itens de cozinha e mobiliário.
“Ainda que exista o programa de certificação e que ele seja muito forte, pela natureza do artigo brinquedo e a forma inusitada com que uma criança pode fazer uso dele, o produto oferece risco”, alertou. O diretor lembrou que, muitas vezes, pais com filhos de diferentes idades deixam que brinquedos para crianças maiores fiquem acessíveis aos mais novos. “O risco é muito grande. Apesar de o produto estar certificado e ser considerado um produto seguro, ele tem riscos, na medida em que for feito mau uso dele.”

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