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11/02/2016 15:01

Pesquisa revela como anda o planejamento financeiro dos empresários de MS

Material inédito desenvolvido pelo Sebrae aponta práticas e dificuldades de variados tipos de empresa no estado

Sebrae

O Sebrae/MS divulgou nesta quinta-feira (11) uma pesquisa inédita com microempreendedores individuais, micros e pequenas empresas de Mato Grosso do Sul. O estudo aponta como está o planejamento financeiro por parte dos donos do próprio negócio no estado.

A maior parte dos empresários garante ter controle básico sobre os gastos (80%), contas a pagar (88%) ou a receber (87%), além de formar preços de venda (77%). Porém, cerca de metade deles não possui o hábito de fazer a gestão do fluxo de caixa, planejar investimentos ou renegociar dívidas.

Michele Carvalho, analista técnica do Sebrae em MS, destaca que controlar as receitas e despesas da empresa é importante, mas isto não é suficiente para a saúde financeira do próprio negócio. Segundo ela, para conhecer a real situação dos negócios é fundamental desenvolver o fluxo de caixa, prevendo as entradas e saídas futuras da empresa.

“Essa previsão de cenário permite à empresa visualizar como estão as finanças e analisar se o lucro que será obtido está de acordo com o esperado do investimento; além de antecipar ações que evitem que o caixa fique negativo e também tomar decisões sobre investimentos, aplicações, compras, etc.”.

Além do controle, é necessário ter planejamento financeiro, alerta especialista
A grande maioria dos empresários empreende com recursos próprios ou de cônjuge e parentes, e mais de 50% buscam negociar prazos com fornecedores para aliviar o caixa. Entre aqueles que realizam o planejamento financeiro da empresa, as maiores dificuldades apontadas durante o processo estão a renegociação das dívidas e os controles de gasto e faturamento.

Financiamento e dívidas

Dos entrevistados, 87% afirmam que não tentaram obter crédito nos últimos 12 meses. Daqueles que já obtiveram empréstimos bancários em qualquer época – a maioria empresas de pequeno porte, os principais fins foram para capital de giro e investimentos em maquinário.

Sobre as linhas de financiamento disponíveis para pequenos negócios, somente 8% afirmaram conhecer bem; os demais estão divididos entre o conhecimento superficial e o total desconhecimento – 46% cada. Uma das grandes dificuldades relatadas pelos empresários é conseguir crédito junto às instituições financeiras. “Porém, quando é analisado o histórico das MPEs junto às instituições financeiras, observa-se que muitas empresas só procuram os bancos quando necessitam de financiamento, na maioria das vezes, para pagamento de dívidas”, aponta Michele Carvalho.

Dos empresários ouvidos, 44,4% indicaram possuir dívidas; a maior parte contraída devido a empréstimos vigentes (com terceiros) e pendências com fornecedores, além de uma margem menor, mas representativa, por meio de financiamentos bancários. Porém, a grande maioria, 91%, afirma que o pagamento destas dívidas encontra-se sob controle.

“O gestor empresarial faz bem em estreitar relacionamentos com terceiros que podem fornecer crédito à empresa para conhecer as opções disponíveis no mercado. Antes de solicitar financiamento é importante prever qual o impacto dessa entrada de dinheiro na empresa, analisando se o retorno será suficiente para ampliar as receitas a fim de pagar o empréstimo e gerar lucro”, diz a analista.

Máquina de cartão

A pesquisa revelou ainda dados quanto à adesão à máquina de cartão: 60,5% utilizam a tecnologia, enquanto 36,7% não têm acesso (2,8% afirmaram que já tiveram experiência com a ferramenta, mas não fazem mais uso). Os maiores benefícios da máquina, apontados pelos entrevistados, são: menor inadimplência, mais clientes, mais segurança, parcelamento e facilidade. As desvantagens, segundo eles, ficaram por conta do custo do aluguel da máquina, do desconto cobrado, das taxas, juros altos e dificuldade em aceitar algumas bandeiras.

Pesquisa

O estudo consultou empreendedores da capital e do interior; a maioria das áreas do comércio (46%) e serviços (41%). Também foram entrevistados representantes da indústria, agronegócio e construção civil. A margem de erro é de 5% para mais ou para menos

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