Cassilândia, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

Últimas Notícias

10/08/2015 17:05

Pesquisa mostra que taxas de juros voltaram a subir

Marli Moreira, Agência Brasil

 

Pelo décimo mês seguido, as taxas de juros voltaram a aumentar em julho, segundo apuração feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac). Para pessoas físicas, as seis modalidades de crédito tiveram alta dos custos de empréstimos. Na média, a taxa subiu 1,73%, passando de 6,94% (em junho) para 7,06% (em julho). Ao ano, a taxa subiu de 141,93% para 143,55%.

A rolagem da dívida do cartão de crédito continua sendo a mais elevada entre as linhas para a pessoa física, com correção de julho de 3,91%. Em junho, o consumidor pagava ao mês 12,54% e passou a pagar 13,03% em média. No ano, a taxa avançou para 334,84%. Apesar de ter a menor oscilação entre as modalidades, o crédito direto ao consumidor (CDC) nos bancos para a compra de automóveis teve a segunda maior alta, de 0,95%, com taxa de 2,12% ao mês e 28,63% ao ano.

A segunda maior taxa foi constatada no cheque especial. Os juros subiram na média 0,9%, alcançando 10,1% ao mês e 217,28% ao ano. Para obter empréstimo pessoal nas instituições financeiras, o consumidor pagou 0,79% mais, com taxa de 7,7% ao mês e 143,55% ao ano. Essa linha nos bancos teve correção de 0,73%, com a taxa passando para 4,13% ao mês e 62,52% ao ano. O menor avanço ocorreu no comércio, 0,38%. Os juros cobrados pelo setor giraram em 5,25% ao mês e 84,78% ao ano, em média.

Para as pessoas físicas, os juros subiram, em média, 0,74%, atingindo 4,06% ao mês e 61,22% ao ano.

Segundo a Anefac, a tendência é que os juros continuem em alta. Em nota técnica, a associação atribuiu o aperto financeiro ao “cenário econômico, que aumenta o risco do crescimento nos índices de inadimplência. Este cenário se baseia no fato de os índices de inflação mais elevados, o aumento de impostos e os juros maiores reduzirem a renda das famílias”.

Na avaliação econômica, a Anefac disse que as instituições financeiras embutem, em suas taxas, as prováveis perdas com o aumento da inadimplência, previstas diante do baixo crescimento da economia e da consequente elevação do desemprego. Além disso, a entidade observa que há expectativas de novas elevações da Taxa Básica de Juros, a Selic.

Edição: Maria Claudia

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Domingo, 04 de Dezembro de 2016
09:00
Maternidade
Sábado, 03 de Dezembro de 2016
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)