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07/01/2004 15:14

Pesquisa da OIT aponta 19 milhões sem emprego na AL

Nasi Brum/ABr

Pesquisa realizada em nove países da América Latina e Caribe, realizada pela Organização Internacional do Trabalho, aponta que havia 19 milhões de desempregados em nove países da região em 2003. Além disso, o estudo revela que as condições dos trabalhadores pioraram, os salários, de modo geral, caíram, houve queda na produtividade e aumento do emprego informal - considerado pela OIT como aqueles domésticos, por conta própria ou, ainda, em empresas com até cinco funcionários.

De janeiro a setembro de 2003, em relação a igual período do ano de 2002, o desemprego aumentou no Brasil de 12 % para 12,4% da população economicamente ativa. No Equador, pulou de6,3% para 6,7.%. No México, de 2,8% para 3,2%. No Uruguai, de 16.5% para 17.4%. Já na Venezuela, houve aumento de 15,7% para 18.9%.

Em compensação, o desemprego foi reduzido na Argentina em 5.9%,0,4% no Chile, 0.5% na Costa Rica, 0,1% no Panamá e 0,3% no Peru e Peru.

O desemprego entre a população jovem, segundo a OIT, se elevou na Argentina, Brasil, México, Chile, Uruguai e Venezuela.

De acordo com Juan Somavia, Diretor-Geral Internacional de Trabalho da OIT, o desemprego é o problema político mais grave dos atuais tempos.

O documento também critica a situação de pessoas que estão empregadas. Na América Latina, 100 milhões de pessoas não têm acesso a trabalho decente. A maioria delas, jovens e mulheres e crianças que são exploradas.

Para ajudar os países a diminuírem as taxas de desemprego, a OIT fez algumas sugestões: políticas para estimular o crescimento econômico, reformas trabalhistas para diminuir os custos do emprego, políticas para micro e pequenas empresas, aumento do diálogo entre governo, trabalhadores e empresários.

O trabalho de pesquisa também traz um capítulo sobre o Brasil: negros e mulheres ainda são discriminados no mercado de trabalho e recebem menos que os homens brancos. Os homens negros, em média, recebem a metade da remuneração dos homens brancos. No caso das mulheres negras, a situação é ainda pior. Em média, recebem 39 % da remuneração dos homens brancos. Ainda de acordo com a pesquisa, 59% dos trabalhadores do setor informal são negros. Vinte e quatro por cento das mulheres negras trabalham como domésticas, e apenas 25 % delas possuem carteira assinada.

O diretor da OIT em Brasilia, José Carlos Ferreira, disse que a previsão de um crescimento do PIB de 3,5% em 2004 poderá gerar 2 milhões de empregos no Brasil, mas ele ressalta que é preciso deixar claro que a OIT defende um emprego de qualidade, com remuneração justa e amparo social.

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