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06/05/2005 07:17

Pesquisa ajuda a identificar gestação e parto de risco

Agência Notisa

Na tentativa de avaliar quais fatores podem determinar uma gravidez ou parto de risco, podendo inclusive levar a morte do recém-nascido, pesquisadores fizeram um levantamento que engloba varáveis como sexo, peso, antecedente de aborto e assistência pré-natal da gestante.

Toda gestante fica apreensiva com o momento do parto e principalmente com a saúde do feto ou recém-nascido. Na tentativa de avaliar quais fatores poderiam contribuir para o nascimento de um bebê saudável, e ainda quais poderiam prejudicar, levando inclusive a morte do recém nato por asfixia, o pesquisador Alfredo de Almeida Cunha e sua equipe realizaram um estudo baseados nos índices de Apgar – avaliação clínica realizada assim que o bebê nasce, a qual leva em consideração fatores como freqüência de batimentos cardíacos, cor da pele e intensidade do choro.
Em artigo publicado na edição de novembro/dezembro da Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, os pesquisadores lembram a importância de uma avaliação como essa, e afirmam que ela “pode auxiliar na identificação de fetos com risco de asfixia, possibilitando seu encaminhamento dentro do sistema de saúde, bem como o planejamento da assistência em unidades terciárias”.

O estudo ainda cita que os países em desenvolvimento são os campeões em óbitos neonatais, registrando 98% do total mundial. Essa estatística é melhor compreendida se pensarmos, por exemplo, que as variáveis determinantes do índice de Apgar são, além da idade materna e possíveis complicações clínicas e obstétricas, fatores de ordem social e também a assistência pré-natal.

Partindo de uma análise multivariada, com a pretensão de englobar todos esses fatores, a pesquisa em questão conseguiu verificar quais podem ser considerados de risco, de proteção ou ainda quais estatisticamente não exercem influência na ocorrência da asfixia. O primeiro grupo, que determina uma maior probabilidade de ocorrência desta, englobou antecedente de natimorto, ameaça de parto prematuro, baixo peso do recém-nascido, número de consultas pré-natais e também o antecedente de cesariana. O segundo, que sugere uma chance menor de ocorrência, inclui também o peso, a prematuridade (esses dois últimos associados podem predizer o risco e, dessa forma, indicar de imediato de que maneira deve ser conduzida a assistência, aumentando as chances de sucesso), além de intercorrência clínica, e o fato de o bebê ser do sexo feminino. O terceiro conjunto inclui os fatores que não tiveram participação significante, como a primiparidade (primeira gravidez), o antecedente de aborto e a assistência pré-natal, caracterizada por um número de consultas igual ou maior a quatro.

Contudo, os resultados da pesquisa só terão relevância se, uma vez identificados os casos que necessitam de uma maior assistência, esses imediatamente sejam direcionados a centros que possam atender as necessidades de cada gestante, como colocam os autores: “as pacientes portadoras dos fatores de risco devem ser encaminhadas dentro do sistema de saúde para unidades onde possam receber assistência de acordo com o risco”.


Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)

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