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12/04/2005 14:06

Pecuaristas de MS, MT e GO vão unificar venda do boi

Famasul Notícias/ Midiamaxnews

As federações de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), de Mato Grosso (Famato) e de Goiás (Faeg) vão criar a CentroBoi (Central de Comercialização de Boi em Pé) para reverter os preços baixos pagos pelos frigoríficos pelo boi em pé. A medida foi tomada durante reunião realizada ontem em Cuiabá (MT) entre o presidente da Famato, Homero Pereira, e os diretores da Famasul e Faeg, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias e Alexandre Daher.

Eles concluíram que os três Estados, além de terem o maior rebanho bovino do País, vivem situações muito parecidas no mercado. "Com produtores e frigoríficos em comum é interessante que as federações trabalhem da mesma forma", disse o representante da Faeg, Alexandre Daher. A Famato propõe um modelo semelhante à central de comercialização de grãos, o CentroGrão, criado pela Famato como opção para o produtor que pretende exportar diretamente sua produção.

"O CentroGrão, como projeto piloto, está dando bons resultados. Estamos tirando o produtor da dependência das trades e lhe dando opção de negociar com as multinacionais, se ele quiser. Com o CentroBoi também será desta forma", explicou Pereira. "Conversamos muito, trocamos idéias e agora vamos fazer um modelo único", assegurou a diretora da Famasul.

As federações estão colocando em prática uma decisão tomada por cerca de 1,8 mil pecuaristas que participaram da reunião do Fórum Nacional da Pecuária de Corte, realizada no parque de exposições da Acrimat (Associação de Criadores de Mato Grosso) na capital de Mato Grosso, em 18 de março. Esta é uma das medidas encadeadas no processo de organização do setor para tentar reverter o atual quadro de comercialização do boi gordo.

A CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária) formalizou em meados do mês passado, na Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, a denúncia de formação de cartel por parte dos maiores frigoríficos em atuação no Brasil. O Ministério ainda não se manifestou, mas a organização dos pecuaristas está avançando por meio de iniciativas como a da Famato, uma das poucas instituições com o projeto do CentroBoi em fase final.

O projeto do CentroBoi de Mato Grosso está sendo elaborado pelo Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola) e será o modelo para as outras federações do Centro-Oeste. Ele tem quatro fases distintas e, de acordo com a superintendente do Imea, Rosemeire Cristina dos Santos, a primeira fase do processo de criação é a articulação dos produtores, fornecedores de insumos (vacinas, rações sementes etc.), instituições financeiras (bancos) e compradores.

É nesta fase que se define o administrador da central para intermediar a negociação de preços, escala de venda e abate entre produtores e frigoríficos. "O administrador da central irá orientar o pecuarista sobre quando e como ele deve vender o boi em pé", explicou a superintendente do Imea, completando que a central também irá buscar recursos para financiar a produção e terá um operador de mercado futuro para orientar o produtor.

Definida a estrutura da central, a segunda fase envolve a capacitação dos criadores de gado para planejamento e gestão da propriedade rural. "Hoje o produtor de gado não controla custos, não sabe identificar o melhor momento para venda e não conhece os diferentes mecanismos de comercialização", apontou Rosemeire dos Santos. Para melhorar a qualidade e padronizar a produção e realizar o abate, os pecuaristas irão formar cooperativas, no terceiro passo da estruturação da central. O quarto e, último passo, é a definição dos consórcios para viabilizar um maior volume de vendas da carne e melhor preço para o produtor. Com informações do jornal Diário de Cuiabá.

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