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14/05/2004 14:25

Para especialistas, petróleo só tende a subir

Milena Galdino / ABr

“Segundo as especulações mais preocupantes, dentro de cinco anos (2010) o barril pode ser vendido a US$ 50. Em 15 anos, o preço poderia dobrar a US$ 100”. O alerta foi feito pelo secretário-geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, Rubens Ricúpero, em um recente estudo sobre a capacidade de produção de combustíveis fósseis.

Em tempos de alta histórica nos barris de petróleo, o embaixador brasileiro pondera a tese do geólogo americano King Hubbert, que calculava um pico de produção e posterior declínio irreversível e as perspectivas apontadas pela Associação do Estudo do Pico de Óleo e Gás (Aspo, em inglês). “Embora nesse setor a controvérsia seja ainda elevada, os cálculos mais aceitos combinam as reservas mundiais projetando que a produção alcançaria um pico de 80 milhões diários de barris entre 2010 e 2021. Acrescentando o óleo não-convencional, mais caro, o resultado-síntese é que o pico da produção de todas as fontes seria de aproximadamente 90 milhões de barris/dia por volta de 2015, em pouco mais de uma década”, sustenta.

Com a produção diária atual estimada em 75 milhões de barris, Rubens Ricúpero calcula que, em 2015, seriam necessários produzir mais 60 milhões de barris ao dia. “Para tanto, o mundo precisaria descobrir e operar em poucos anos mais do que dez novas áreas produtivas, cada uma do tamanho do mar do Norte, o que parece francamente impossível”, opina, sugerindo, como alternativa, a redução do consumo de combustíveis fósseis e o investimento rápido em fontes renováveis de energia renovável.

A mesma sugestão é dada pelo engenheiro e físico José Walter Bautista Vidal. “É lamentável que o Brasil ainda não esteja fazendo nada para investir em combustíveis não-fósseis”, diz. Coordenador da implação do Pró-Álcool nos anos 70, Bautista acredita que o programa deveria ser reativado de fato e prega a substituição do óleo diesel de petróleo por óleos vegetais, como o azeite de dendê. "Só na Amazônia existem condições para produzir cerca de oito milhões de barris por dia de óleo de dendê", supõe o especialista.

“O mundo está em guerra por causa do petróleo, que é o combustível desses conflitos. Apenas oito países usam cerca de 80% do petróleo produzido no mundo, mas eles vão onde for preciso para dominar as reservas”, afirma Batista.

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