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06/10/2007 06:24

Pantanal completa 120 dias sem chuvas significativas

Humberto Marques - Campo Grande News

O Pantanal sul-mato-grossense completou no mês de setembro 120 dias sem chuvas significativas, segundo informou a assessoria da Embrapa Pantanal. No mês anterior não houve precipitação, sendo que, para o período, a média história é de 50 milímetros. O rio Paraguai vem registrando níveis cada vez mais baixos, prejudicando a navegação, fauna e pecuária.

Com base em dados da estação Nhumirim, localizada na sub-região da Nhecolândia, a pesquisadora Balbina Soriano afirmou que praticamente desde março o total pluviométrico mensal ficou abaixo da média história. A exceção foi o mês de maio, que teve chuvas de 85,4 mm. Porém, de junho a setembro, o índice foi de 19,2 mm, quando o aguardado para o período seria de 139,1 mm – ou seja, choveu menos de 14% do que o esperado. Na Nhecolândia, o total de chuva foi zerado, quando deveria ter chovido 111 mm de acordo com a média histórica.

“A situação é preocupante. A longa estiagem traz conseqüências danosas tanto para a população quanto para o meio ambiente, contribuindo com baixos índices de umidade relativa e com o aumento dos focos de calor”, disse Balbina Soriano. Já Márcia Toffani, também da Embrapa Pantanal, alertou que a diminuição do nível do rio Paraguai nas últimas semanas foi acentuada, um reflexo da estiagem observada em toda a bacia do Alto Paraguai. Nesta sexta-feira (5 de outubro), a régua mantida pelo 6º Distrito Naval da Marinha no porto de Ladário marcada 1,62 metros de profundidade.

“Desde o início da semana passada, a diminuição diária oscilou entre dois e sete centímetros”, afirmou. Márcia Toffani ainda apontou que “grandes embarcações responsáveis pelo transporte de cargas, como o minério, diminuem a carga quando o nível do rio está em tais condições, podendo assim ocasionar prejuízos ao setor”.

Pecuária – A pesquisadora Sandra Santos chamou atenção para o fato de que a atividade pecuária também pode sofrer os efeitos da seca no Pantanal. Segundo ela, o atual ano hidrológico (outubro de 2006 a setembro de 2007) teve concentração de chuvas entre dezembro e fevereiro, causando cheias intensas nas partes mais baixas de várias fazendas, o que não ocorria há muitos anos. Apenas as partes mais altas e livres de inundação ficaram livres, porém, nesses locais as forrageiras são de média e baixa qualidade.

“Nestas situações, a taxa de lotação diminui consideravelmente e as fazendas que tinham estabelecido a taxa de lotação em função das pastagens disponíveis nos anos anteriores secos vão ter sérios problemas de redução na produtividade e, dependendo do caso, morte de animais devido a desnutrição”, explicou a pesquisadora. Sandra Santos destaca que existem alternativas de manejo e estratégias para evitar ou minimizar os danos da pecuária no Pantanal, devido aos ciclos de seca e cheia.

Ela sugere, por exemplo, a vedação de algumas áreas de pastagens livres de inundação juntamente com o fornecimento de suplemento de nitrogênio não protéico, a venda de animais de descarte e desmama precoce. Uma ação importante é o correto manejo das pastagens. “Se uma alta taxa de lotação for mantida, os animais perderão peso durante a cheia e com o abaixamento das águas não haverá forrageiras em quantidade suficiente, agravando ainda mais a perda de condição corporal, principalmente de vacas de cria que dificilmente, nesta condição, apresentarão cio fértil”, ponderou.

Sandra Santos ainda alerta que o superpastejo de forrageiras sobreviventes à inundação e a seca é um agravante, pois prejudicará a recuperação as pastagens, “e pior, as pastagens poderão se tornar degradadas e mesmo com vedação posterior, levarão anos para se recuperar”.

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