Cassilândia, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

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08/04/2008 18:16

Palmeiras: Futsal feminino é campeão

Ricardo Leme - Assessoria Futsal Feminino Palmeiras

Após uma prorrogação não-recomendada para cardíacos o Osasco/Jaguaré/Palmeiras/UniSant''Anna (SP) sagrou-se campeão da 17ª Taça Brasil de Futsal Feminino - categoria Adulta - disputada no Ginásio do Sesi, na cidade de Caçador (SC). A competição se iniciou no dia 01 e foi encerrada no dia 05 de abril, sábado último, com a decisão, na parte da manhã, vencida pelas osasquenses por 3 a 2 ante ao Nacional Gás/Unifor/Fortaleza (CE).

O título é inédito para o Jaguaré Esporte Clube, para a cidade de Osasco e para a S.E.Palmeiras. A final foi igualmente inédita, quebrando uma hegemonia de equipes sulistas tanto em presenças na decisão, quanto nos títulos. Pela primeira vez, desde 2001, a grande final não contou com nenhuma equipe da Região Sul do país, destino dos últimos cinco troféus.

Jaguaré e Nacional Gás estavam na mesma chave na Fase Final - o Grupo A. No primeiro confronto vitória osasquense por 3 a 2. Na decisão a vantagem do empate, em caso de prorrogação, seria das meninas do Verdão, por terem melhor campanha. O Nacional Gás não era cotado como favorito, mas chegou na decisão após derrubar, de forma surpreendente, o sediante Kindermann (SC), na fase de grupos, e UnoChapecó (SC), na semifinal. O Jaguaré triunfou e eliminou o mesmo Kindermann, mas teve uma semifinal mais tranqüila, contra Hidráulica Brasil (GO).

As paulistas entraram em quadra com a seguinte formação: Lala, no gol; Cilene, de fixa; Sâmia e Jessiquinha, de alas; e Dany, de pivô. Até momentos antes da decisão não era certa a presença da "fera" Dany, artilheira da competição, em função de lesão no ombro. O Nacional Gás, desfalcado de Katy, por grave lesão em joelho, ainda na fase de grupos, foi à quadra com: Meirinha no gol; Neguinha, de fixa; Leudinha Alice e Aline, de alas; e Helaine, revelação da competição, como pivô. As árbitras foram Giselle Torri (SC) - considerada a melhor árbitra do Brasil - e Renata Neves (PB).

As equipes iniciaram se respeitando, tanto que não houveram chances de gol nos cinco primeiros minutos. Somente aí que Dany quase abriu o placar, desperdiçando boa oportunidade na área adversária. Um minuto depois Alice respondeu. Aos sete minutos o Jaguaré comete dois toques em bola recuada; na cobrança, por pouco o Nacional não sai na frente.

Aos oito Dany recebe lançamento e cabeceia com perigo. Aos nove Sâmia chutou no segundo pau, mais caiu na hora do arremate. Talyta, camisa 10 cearense, se contundiu aos onze minutos. Aos 14 Kessany chega ao gol palmeirense com perigo. No minuto final da primeira etapa a fixa Ane, camisa 13 do Jaguaré, caiu após choque de cabeça com adversária. O primeiro tempo terminou sem gols.

Novamente os minutos iniciais, no segundo tempo, foram lentos, até que Dany voltou a dar trabalho para a disciplinada marcação cearense. Aos cinco a capitã Cilene acertou a trave. Aos sete Neguinha aproveita vacilo na defesa osasquense e toca na saída de Lala. 1 a 0 Nacional. Faltando dez minutos para o fim o técnico Luizinho coloca Sâmia como goleira-linha. A estratégia dá certo e, em bola rolada para a direita, Dany chuta com raiva e empata a partida. 1 a 1.

Pouco depois Gláucia, camisa 11 do Palmeiras, teve boa oportunidade, faltando pouco para conseguir virar a partida. Até o fim da etapa normal, as equipes, mostrando exaustão, não conseguiram fazer muito, necessitando que a partida fosse para a prorrogação. É no tempo extra, em duas metades de cinco minutos, que as fortes emoções estavam guardadas.

O Jaguaré podia empatar para ser campeão, mas ao Nacional Gás só interessava a vitória. Faltando 2 minutos para o fim Helaine tem boa oportunidade interceptada por Lala. Entretanto, faltando um minuto e um segundo para o fim do primeiro tempo da prorrogação, a mesma Helaine põe o Nacional na frente, levando à loucura o seu banco de reservas e o técnico Wilson Sabóia.

Os cinco minutos finais da Taça Brasil foram extremamente nervosos. As cearenses se defendiam, e as paulistas atacavam com força total. Sâmia, mais uma vez, foi goleira-linha. O tempo passava, a bola não entrava, e o desespero aumentava. Eis que surge a diferença, na forma de uma pequena grande atleta. Seu nome: Jessiquinha.

Ela só tinha feito um gol na Taça. Sâmia rolou bola para Gláucia, que, marcada, passou com precisão para Jessiquinha; a ala ficou cara-a-cara com Meirinha; a camisa 12 osasquense eu um toque por cima da goleira cearense e fez o gol de empate. Detalhe: faltava um minuto e trinta e sete segundos para que o título escapasse do Jaguaré. Na comemoração explosão do banco osasquense, e gol dedicado à Aldo Teixeira, o preparador físico que deixou as palmeirenses em excelentes condições físicas. Jéssica explicou depois que conversou com Aldo "antes no banco e disse: meu gol vai sair e vou correr para cima de você."

Se as guerreiras osasquenses antes choravam de desespero - Lala confessou que estava em lágrimas após sofrer o segundo gol do Nacional - agora era o choro da alegria. Mas ainda não tinha acabado. As cearenses lutavam bravamente, puseram Neguinha como goleira-linha. A "fera" Dany se aproveitou, quinze segundos depois após o empate, robou bola em sua meia-quadra defensiva e bateu, dali mesmo. Ela, que tentou fazer esse mesmo tipo de gol em duas outras ocasiões na jornada de Caçador. Parecia que estava reservado somente para a glória final. Gol do Jaguaré! Gol de Osasco! Gol do Palmeiras! 3 a 2 e o título inédito a caminho.

Os segundos finais passavam numa mistura de êxtase e alívio. Ainda ao apito final Lala bateu a gol de sua própria área. A bola entrou, o tempo já tinha acabado e, com isso, o gol não tinha sido válido. Mas as guerreiras de verde, carregando o nome de Osasco, nãos e importavam mais: o Jaguaré Esporte Clube tinha, finalmente, sua primeira conquista a nível nacional.

Um verdadeiro furacão invadiu a quadra na hora da comemoração. Estava vencida a Guerra do Contestado, em alusão ao conflito histórico ocorrido na região de Caçador entre os anos de 1912 e 1916, cheia de belas batalhas, sem ninguém morto, mas com uma grande equipe vencedora, que atende pelo nome de Osasco/Jaguaré/Palmeiras/UniSant''Anna.

Além do troféu de campeã, as osasquenses faturaram a artilharia, com Dany, que anotou nove gols. Vale lembrar que o Jaguaré foi campeão com 100% de aproveitamento - cinco vitórias em cinco jogos. O Troféu Fair Play foi para a UnoChapecó. Embora tenha sido vices, as meninas do Nacional Gás foram muito aplaudidas, em reconhecimento de todo o esforço que apresentaram. As cearenses esperam que, agora, se dê mais atenção para o futsal feminino do Nordeste.

Jessiquinha, no ônibus, após a entrega dos troféus e medalhas, expressou sua felicidade, afirmando que foi "mais um objetivo conquistado." Perguntada sobre o que lhe passou na mente quando, faltando dois minutos, o título não viria para Osasco, que sua hora iria chegar, e que seu gol sairia a qualquer momento: "o time estava bem entrosado e bem confiante, por isso saímos com a vitória." Com a missão cumprida, Jéssica afirmou que "vamos comemorar agora, mas estamos em outros campeonatos em São Paulo; vamos tentar conseguir outros objetivos, pois, agora, aqui acabou."

No Hotel Kindermann, que hospedou quatro equipes da competição mais a arbitragem, o técnico prof. Luizinho afirmou saber que sua equipe tinha uma boa condição para ganhar a Taça: "conseguimos transformar tudo aquilo que treinamos em situações de jogo, e conseguimos ser campeões invictos." Sobre a dificuldade na competição afirmou que as outras equipes vieram fortes e niveladas, "mas, preparados como estávamos, conseguimos fazer a todo o momento que solicitado jogadas diferenciadas, como ataque com goleira-linha, marcação com goleira-linha, conseguimos ter vantagem sobre os adversários." Sobre o momento de placar adverso na prorrogação, Luizinho afirmou que "o técnico nunca pode achar que perdeu; no futsal em menos de um minuto você pode fazer dois gols, e Deus nos abençoou naquele momento. Tomamos dois gols de falhas individuais, mas nos nossos fizemos um trabalho coletivo." Sobre a comemoração do título Luizinho afirmou que "as meninas estão no ''mundo da lua'', e elas tem que comemorar mesmo; mas depois elas têm que voltar a por o pé no chão, até porque já teremos uma final: a do Torneio Cruzeirão, em Sorocaba; vamos preparar a equipe e buscar mais títulos nas competições, seja qual for a dificuldade que aparecer."

Na volta de Caçador para Osasco a fixa Ane demonstrava toda sua felicidade em trazer o primeiro título do futsal nacional para a cidade de Osasco. "Felicidade é pouco falar: tivemos superação, determinação, com o objetivo focado no título. O nível das equipes foi alto, mas ninguém deveria ter medo, mas sim demonstrar respeito. Me considero uma pessoa guerreira, que nunca desiste." Entre gargalhadas das atletas do time, Ane relatou a emoção de ser campeã nacional na equipe que começou quando ainda era Sub 15: "eu já fui vice da Taça Brasil pelo Jaguaré, mas hoje conseguimos ser campeãs; tem seis anos que estou na equipe, sofrendo, lutando, superando as dificuldades, até em termos financeiros, mas isso nos tornou mais fortes, para superarmos e conseguir os objetivos."

Ane ainda afirmou que o elenco estava unido. Relembrou o jogo contra o Kindermann, quando "sentiu um frio na barriga." Sobre a final apontou que fez sua parte, embora tenha cometido um erro na partida: "eu fiz minha parte através da marcação, que é a coisa que mais gosto de fazer; no segundo gol não tirei a bola da Helaine por muito pouco; saí da quadra, chorei, pensei em várias coisas; quando olhava para a quadra, vi o grupo jogando, se dedicando, e pedi que houvesse uma luz e o gol saísse; aí veio a pequenina Jéssica, que bateu no gol e... nossa, passei a chorar de felicidade." Sobre o retorno à Osasco afirmou que "após os dois dias de folga, que teremos, temos que voltar com toda a disposição; não podemos desistir jamais; se quisermos, teremos um ano bom mas, sem dedicação, teremos tristezas."

Sobre o fato de estar no topo do Brasil, Ane afirmou que a responsabilidade aumenta: "chegar no topo é muito difícil, mas entrar como favorito nas competições complica; mostraremos que não é bem assim - temos os pés no chão e trabalhamos para que isso aconteça; se fosse depender de palavras apenas, nada seria resolvido."

*Vejam a campanha do Osasco/Jaguaré/Palmeiras:

Fase Eliminatória - Grupo II - Uberlândia (MG):

05/04 - Osasco/Jaguaré/Palmeiras/UniSant''Anna 4x 1 SC Mackenzie (RJ)
gols de Cilene, Ane, Pâmela e Gláucia
07/04 - Osasco/Jaguaré/Palmeiras/UniSant''Anna 7x3 UTC/Uberlândia (MG)
gols de Cilene (3), Gláucia (3) e Dany

Campanha:
2 jogos - 2 vitórias
11 gols pró, 4 gols sofridos
Artilheira: Cilene (4 gols)

Fase Final - Caçador (SC):

Fase de grupos - Grupo "A"
01/04 - Osasco/Jaguaré/Palmeiras/UniSant''Anna 3x2 Nacional Gás/Unifor (CE)
gols de Cilene (2) e Sâmia
02/04 - Osasco/Jaguaré/Palmeiras/UniSant''Anna 11x0 Faculdade São Lucas (RO)
gols de Dany (5), Sâmia (2), Jessiquinha, Cilene, Ane e Lu Sananduva
03/04 - Osasco/Jaguaré/Palmeiras/UniSant''Anna 3x2 Kindermann/UnC/Caçador (SC)
gols de Dany (2) e Cilene

Semifinal:
04/04 - Osasco/Jaguaré/Palmeiras/UniSant''Anna 2x0 Hidráulica Brasil/Fujioka (GO)
gols de Sâmia (2)

Final
01/04 - Osasco/Jaguaré/Palmeiras/UniSant''Anna 3x2 Nacional Gás/Unifor (CE)
gols de Dany (tempo normal), Jessquinha e Dany (prorrogação)

Campanha:
5 jogos - 5 vitórias
22 gols pró (melhor ataque da Fase Final), 6 gols sofridos
Artilheira: Dany (9 gols)

Plantel:
01 - Lala (goleira)
03 - Pâmela (ala) - 1 gol na Fase Classificatória
05 - Elena (ala)
06 - Cilene (fixa e capitã) - 4 gols na Fase Classificatória e 3 gols na Fase Final
07 - Lu Sananduva (fixa/pivô) - 1 gol na Fase Final
08 - Charly (fixa/ala)
09 - Sâmia (ala) - 5 gols na Fase Final
10 - Dany (pivô) - 1 gols na Fase Classificatória e 9 gols na Fase Final
11 - Gláucia (pivô) - 6 gols na Fase Classificatória
12 - Jessiquinha (ala) - 2 gols na Fase Final
13 - Ane (fixa) - 1 gol na Fase Classificatória e 1 gol na Fase Final
15 - Thays (goleira)
18 - Bárbara (ala/pivô)

Obs.: Elena participou apenas da Fase Final e Bárbara esteve apenas na Fase Classificatória; todas as atletas entraram em quadra ao menos uma vez.

Comissão técnica:
Luiz Aneas (Prof. Luizinho) - técnico
Aldo Teixeira - preparador físico
Carlos Alberto Bracali (Carlão) - preparador de goleiras
Amanda Moraes (Godi) - atendente de quadra
Tariani Vidal - fisioterapeuta
Acácio Torresani - supervisor


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