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12/08/2007 11:27

Pais encontram dificuldades para acompanhar parto

Yara Aquino/ABr

Uma lei federal de 2005 garante que a mulher tenha direito a um acompanhante durante o trabalho de pré-parto, parto e pós-parto. Nesse momento tão especial que é a chegada de um filho, nada mais natural do que o pai querer estar presente, já que há esse direito assegurado por lei.

Mas nem sempre a determinação legal é cumprida, como aponta uma pesquisa divulgada esta semana pelo Instituto Papai. O documento mostra que as maternidades de Recife (PE) não estão garantindo a presença do acompanhante, seja devido à falta de estrutura material e física das unidades, do despreparo do acompanhante e da resistência da equipe médica.

E esse não é um problema exclusivo de Recife. De acordo com o diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde, Adson França, é necessário que maternidades de todo o país façam adequações físicas para acomodar os acompanhantes. Agora em 2007 o Ministério da Saúde libera R$ 30 milhões para esse fim.

“Estamos buscando ajudar por meio de recursos e de apoio técnico os gestores para que adequem as maternidades para acolher o acompanhante”, afirma França.

Estar presente durante as consultas do pré-natal também é um mais que um direito, é um dever dos futuros pais. Porém, o ministério constata que a participação masculina ainda é pequena no Sistema Único de Saúde (SUS). “A presença masculina no pré-natal é maior junto aos planos privados de saúde. No SUS a participação do homem ainda é pequena”, diz Adson França.

Ele aponta que as razões podem ser a dificuldade das pessoas de baixa renda de se ausentarem do trabalho para acompanhar a consulta e também a falta de conhecimento sobre a importância do pré-natal. Segundo o diretor, o SUS vem estimulando as unidades de saúde da família e unidades básicas a incentivarem os pais a participar de palestras para entender o significado do pré-natal.

A humanização do atendimento à mulher é um dos pontos previstos na Política de Planejamento Familiar lançada pelo governo federal em maio deste ano. A política prevê para isso a implantação do programa Maternidade Amiga da Mulher

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