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27/12/2014 18:32

Padre Antonio Maurilio escreve sobre o domingo da Sagrada Família

Padre Antonio Maurilio

MEUS OLHOS VIRAM A TUA SALVAÇÃO Lc ,22-40
• Neste dia 28 de dezembro, o primeiro domingo após o Natal, a Igreja nos convida a contemplarmos a Sagrada Família: Jesus Maria e José, o modelo para todas as nossas famílias. A celebração da Sagrada Família é a festa das famílias.
• Já disse um poeta: "A família é o santuário da vida". O Evangelho de hoje fala da apresentação de Jesus no templo e da purificação de Maria. Mostra a Sagrada Família cumprindo seus deveres religiosos, um ritual judaico, isto é, todo primogênito todo sexo masculino deveria ser consagrado ao Senhor.
• Jesus Cristo nasceu na periferia, num curral sem iluminação e uma manjedoura foi seu berço. Desprendeu-se de tudo, nem mesmo enxoval devia ter.
• Jesus não abriu mão da família. Este é o recado da liturgia de hoje: a família deve estar acima de qualquer bem material. Sem ela, de nada vale o ouro e não existe tesouro.
• Conforme determinava a lei, durante os sete dias que se seguiam ao nascimento do filho, a mãe era considerada impura. Devia ainda ficar mais trinta e três dias em casa e só após o quadragésimo dia iria fazer a sua oferta que consistia em um cordeiro e uma pomba. Se fosse pobre, oferecia duas rolas ou dois pombinhos. Maria ofereceu dois pombinhos, o sacrifício dos pobres. Era só o que podia dar. Isso mostra bem a condição humilde da família de Nazaré. Jesus quis vir ao mundo numa família simples e pobre. Poderia ter nascido num castelo todo iluminado, cercado pelo conforto e embalado num "berço de ouro", mas não o fez.
• O Evangelho que a liturgia de hoje coloca diante de nós, nos convida a refletir sobre a apresentação de Jesus no templo. Maria e José, num gesto de entrega a Deus, apresentam Jesus no templo, Jesus, o preciosíssimo tesouro que eles sabiam não lhes pertencer.
• Com este gesto, os pais de Jesus, nos dão um grande exemplo de responsabilidade para com o que é de Deus, mostrando-nos que a vida dos nossos filhos não nos pertence, somos apenas depositários destes tesouros pertencentes a Deus.
• Ao narrar este acontecimento da apresentação do próprio Filho de Deus, este ritual adquire um significado muito profundo, estreitamente ligado ao mistério da encarnação.
• O rito da apresentação de Jesus, foi diferente dos outros ritos,em que os pais apresentavam seus filhos a Deus num sinal de oferta e de pertença a Ele.
• Já no rito de Jesus, é Deus quem apresenta o seu Filho aos homens pela boca do profeta Simeão e da profetisa Ana.
• Tanto na sua apresentação no templo, quanto no seu nascimento, Deus revela a sua predileção pelos pobres, pois foi para eles que Jesus se manifestou primeiro: na gruta de Belém, seus primeiros visitantes foram os pastores e na sua apresentação no templo, foi para os pobres que ele se manifestou primeiro, ou seja, para os “pobres de Javé”: Simeão e Ana, os profetas da esperança.
• O velho Simeão esperava pela libertação de Israel, ele já havia recebido a promessa de Deus, de que ele não partiria desta vida, sem antes ter visto o Messias.
• Guiado pela inspiração divina, Simeão vai ao templo, exatamente no momento em que Maria e José levam Jesus para cumprir as prescrições legais, suas palavras proféticas, sobre o futuro de Jesus, constituem o centro do relato.
• Já prestes do fim de sua existência terrena, Simeão toma Jesus em seus braços, definindo-o como: A salvação que chegou para todos os povos. Salvação, que chegou na fragilidade de um menino que estava começando a vida, e que mais tarde daria esta vida para o resgate da humanidade corrompida pelo pecado.
• Os olhos de Simeão viram longe, viram naquele menino ainda totalmente dependente do humano, a salvação do próprio humano.
• Na cena, Maria permanece silenciosa, certamente ela ainda não havia entendido tudo a respeito da trajetória do seu filho, mas acolhe as profecias de Simeão sobre o seu futuro, aceitando silenciosamente os desígnios de Deus.
• Após ter tido a felicidade de ter o Messias em seu braços, Simeão sente que já podia partir deste mundo, afinal, seus olhos já tinham visto o que ele tanto esperava: a “libertação do povo de Israel".
• Contemplando o Messias em seus braços, Simeão pensou somente no bem do povo, ele sabia, que ele mesmo não iria usufruir da alegria de ver Jesus caminhando aqui neste chão.
• Contemplemos a figura de Simeão, um homem que não olhava para o passado, que via longe, que sonhava grande, mesmo na fragilidade de sua idade avançada.
• Simeão e Ana representam o povo fiel, o povo persistente, que não perde a esperança, porque confia nas realizações das promessas de Deus.
• Dois mil anos se passaram e as palavras de Simeão continuam presentes. Seu recado agora é para a família moderna mutilada e desvalorizada.
• Sua mensagem quer aliviar a dor de milhares de corações transpassados; são mães, pais e filhos atingidos pela espada da desunião, pela falta de diálogo e pela ausência da oração.
• Esta é a boa notícia de hoje: Vamos levar o amor às famílias. Quando o respeito, o diálogo e a oração, estiverem presentes nos lares, poderemos dizer: "Agora Senhor podes deixar teu servo partir em paz, pois meus olhos já viram a salvação das famílias!"
• Rezemos para que o Espírito, que iluminou Maria, José, Simeão e Ana, também nos dê luz para saber viver. Em nossa família, e ajudando todas as famílias. Não importa que problemas tenhamos de enfrentar em nossas famílias e nossa cultura: a entrega (confiança, fé) deve ser total, conforme o modelo desta família na “Apresentação do Menino”.
• Assim como Simeão, sejamos também persistentes em nossas esperas, sem nunca desistirmos dos nossos sonhos, pois, se temos Deus conosco, tudo nos será possível!

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