Cassilândia, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

Últimas Notícias

04/10/2019 10:20

Oswaldo acha 'inexplicável' Ganso como capitão no Flu

Correio do Estado

 

O técnico Oswaldo de Oliveira falou nesta quinta-feira sobre os incidentes com o meia Paulo Henrique Ganso durante o jogo do Fluminense contra o Santos, que causaram sua demissão do comando do clube carioca na semana passada. O treinador afirmou ter decidido substituir o jogador por ter sido ofendido por ele, o que se repetiu na saída do meio-campista do confronto e deu início a um bate-boca entre eles.

"O jogador não me ofendeu porque eu tirei ele do jogo, eu tirei ele do jogo porque ele me ofendeu. Quando nós pressionávamos o time do Santos e eles sentiam que não dava para sair jogando, o goleiro fazia uma diagonal, ou no Soteldo, ou no Marinho. O gol deles saiu em uma jogada assim. E o que tínhamos treinado, enfatizei na preleção e retomei no intervalo, era que não adiantava pressionar o goleiro, tínhamos que obrigar a quebrar essa bola longa e os quatro que saíam na pressão deveriam recuperar rápido para ganharmos a segunda bola. Só que nessa alternativa, isso não aconteceu. Eu gritei para ele 'volta, volta, volta' e ele me ofendeu. E eu falei 'não dá para ele continuar no jogo depois do que ele disse para mim'", disse, em entrevista ao SporTV.

Oswaldo também opinou sobre o fato de Ganso ter utilizado a faixa de capitão no jogo seguinte do Fluminense contra o Grêmio. O clube anunciou uma punição ao meia por seu comportamento, mas o treinador diz que a entrega da braçadeira soou como uma premiação.

"Agora que estou fora, não sei o que se passa mais. Mas para mim, é inexplicável. Não sei como interpretar. Do meu ponto de vista, essa não era a melhor maneira nem de premiar, nem de punir, nem de tornar mais responsável. Esse enredo tinha que ser escrito de uma outra forma. Porque estava muito recente. E soa realmente como uma premiação e como uma punição ainda maior para mim."

Como havia feito na entrevista coletiva logo depois do jogo, Oswaldo relembrou os momentos vividos no vestiário. "Tem aquele fechamento, na corrente, chamei o Paulo Henrique, e disse: 'me dá um abraço, o Fluminense não merece isso'. Estamos aqui para resolver a situação, não para criar um problema. Acima do nosso orgulho e vaidade, precisamos pensar primeiro no clube, que está passando uma dificuldade muito grande. Chamei a atenção, falei o que tinha acontecido, e porque as coisas acabaram chegando naquele ponto. E houve uma aceitação geral, todos concordaram de que nós precisávamos estar voltados para o objetivo do clube, que é escapar da zona do rebaixamento e manter o time na Série A "

Segundo o treinador, o meia não pediu desculpas pelas ofensas em campo, embora ele tenha buscado resolver a situação com Ganso. "Não aconteceu. Ele aceitou o abraço. Nós nos confraternizamos em nome da situação que precisávamos nos confraternizar, mas não houve pedido de desculpas", disse.

Oswaldo também explicou o motivo do gesto obsceno feito a um grupo de torcedores do Fluminense ao final do jogo contra o Santos, apontado pelo presidente Mario Bittencourt como principal motivo para a sua demissão.

"Um estádio inteiro ofender uma pessoa não pode ser uma coisa considerada normal. Isso acontece sistematicamente aqui. Mas é uma coisa que, infelizmente, somos obrigados a saber lidar. Vou contra cinco mil pessoas? Fico na minha. Agora, o que aconteceu depois. Um grupo de quatro, cinco caras não te chamarem de burro, nem te mandar para aquele lugar, mas sim fazer menção à sua família sistematicamente durante algum tempo. Não estou tratando de um estádio inteiro. Estou falando de um ponto de quatro ou cinco que sempre que eu virava para falar com o banco, aquelas ofensas vinham na minha cara. Não foi uma coisa premeditada, mas eu tive uma reação contra aquela coisa pontual que estava acontecendo ali, por isso tive aquela reação."

O técnico aproveitou para analisar o momento atual do clube das Laranjeiras. "O peso maior fica nos encargos que a formação do elenco acabou sofrendo. Dos 11 titulares, oito vão ter seus contratos encerrados no fim do ano. Alguns, já negociados, já saíram, outros ainda com esse peso de saber o que vai acontecer em um futuro muito próximo. Isso realmente tira muito da atenção, do foco dos jogadores no que está para acontecer."

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Terça, 22 de Outubro de 2019
Segunda, 21 de Outubro de 2019
11:00
Paranaíba, Aparecida do Taboado, Cassilândia e Chapadão do Sul
10:00
Receita do Dia
09:00
Santo do Dia
Domingo, 20 de Outubro de 2019
09:00
Santo do Dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)