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25/11/2013 21:29

Os prazeres e riscos da corrida de rua e o aumento da prática em MS

(*) Roberto R. Cisneros

Um dos esportes que vem somando mais adeptos em Mato Grosso do Sul, a corrida de rua se destaca pela facilidade da prática esportiva, não exigência da presença de grupos, bastando a vontade de correr, um tênis, short e uma camiseta. Porém, essa facilidade também esconde riscos, que devem fazer o corredor iniciante ficar atendo.

A ocorrência de lesões nas fases iniciais da corrida de rua é uma constante. Não são lesões graves, mas, na maioria, lesões de “instalação” lentas, que podem levar um longo período de recuperação quando iniciado o tratamento – que, espera-se, seja realizado.

Os locais mais comuns de lesões em corredores são joelho, pernas, tornozelos, planta do pé, além de lesões menores, como calos, bolhas, e cãibras.

As queixas nos consultórios são das mais variáveis, mas com destaque para dores, crepitações ou mesmo inchaço nos joelhos. Com a experiência de quem conversou e conversa com diversos pacientes adeptos do esporte, uma constatação posso fazer: desperta a atenção a forma como o atleta amador está desenvolvendo o treino.

Evolução muito rápida na frequência ou duração da corrida, distância percorrida cada vez maior, além de alimentação inadequada, são pontos a serem destacados na prática do esporte, em especial para quem nunca havia corrido antes. Podemos somar ainda problemas estruturais das cidades brasileiras, calçadas e terrenos irregulares, dentre outros, acabam por levar o paciente a sentir dores e procurar auxílio médico.

O primeiro ponto para prevenir as lesões é o conhecimento do próprio corpo e limites. As lesões são associadas às características e preparo do atleta. Características como preparação cardiorrespiratória, biomecânica e anatômica, são de fundamental importância, e só podem ser aferidas com acompanhamento especializado.

Fácil, barata e prazerosa. As benesses da prática da corrida de rua são imensas. Mas fica o alerta: para que esse prazer não se torne frustração, o corredor deve “ouvir” os sinais e linguagens do próprio corpo, respeitar seus limites e sempre procurar quem entende do assunto, sejam médicos, fisioterapeutas, corredores profissionais ou preparadores físicos.

(*) Roberto R. Cisneros é médico ortopedista, cirurgião de joelho e traumatologia do esporte

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