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18/06/2006 07:53

Orientação sexual motiva assassinados no Brasil

Beatriz Pasqualino/ABr

A cada três dias, uma pessoa homossexual é morta por causa de sua orientação sexual no Brasil. A informação é do presidente Associação da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) de São Paulo, Nelson Matias Pereira.

"A homofobia no Brasil tem várias faces e autores. Está presente nas escolas que educam para o preconceito, nas piadas infames de alguns programas de humor, nos comentários que aparentemente não têm maldade, mas que ridicularizam o outro", disse. "Está presente até na face brutal da morte, da violência por conta dessa orientação sexual".

Para protestar contra esse tipo de crime, a décima edição da Parada GLBT de São Paulo, que acontece hoje (17), elegeu tema "Homofobia é crime - Direitos Sexuais são Direitos humanos".

Para Pereira, a homofobia ainda "muito forte" na sociedade brasileira, classificada por ele como machista e sexista. "Antes do rótulo [GLBT], somos cidadãos e cidadãs que pagamos impostos e colaboramos com o país".

Transformar a homofobia em crime é o objetivo do Projeto de Lei 5003/2001, da deputada federal Iara Bernardi (PT-SP), que a Associação GLBT pressiona para que seja votado na Câmara dos Deputados. De acordo com a entidade, a aprovação significaria um avanço na luta pelos direitos dos homossexuais, bissexuais e pessoas trans.

"O projeto está tramitando e não tem previsão. O presidente da Câmara dos Deputados [Aldo Rebelo (PCdoB-SP)] tinha um acordo com o movimento para que até o dia 17 de junho isso seria colocado em pauta. Mas ainda não foi", disse.

Ele espera que o projeto não tenha o mesmo destino que o de autoria de Marta Suplicy quando era deputada federal pelo PT de São Paulo. O projeto de lei da ex-prefeita paulistana tratava da união civil entre homossexuais, tema da Parada do ano passado.

"Esse projeto está há 11 anos no Congresso. Isso, na realidade, é uma afronta à comunidade GLBT e à sociedade. É uma vergonha para o Congresso Nacional", afirmou Pereira, acrescentando que, se fosse aprovado hoje, o projeto estaria desatualizado.

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