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23/04/2011 15:42

Operário poderá abandonar estadual após "Comerário”

Ítalo Milhomem, Campo Grande News

Pressionado, o presidente do Operário Futebol Clube, Toni Vieira, afirmou que caso a má fase da equipe continue e a torcida cobre resultados com violência, como tem acontecido nos últimos jogos, o Galo poderá abandonar o Campeonato Estadual após o clássico com Comercial amanhã, no estádio Jacques da Luz, em Campo Grande.

“O torcedor tem que entender que nosso time é local, os demais clubes têm times de aluguel, com folha de pagamento de mais de R$ 100 mil, todos são de fora, não tem comprometimento com a cidade. Se tiver muita pressão, na segunda-feira nós tiramos o time e acabou”, revelou Tony.

Sobre possíveis atitudes violentas que a torcida operariana possa ter caso o time perca o clássico, Tony defende punição aos torcedores como prevê o Estatuto do Torcedor, como a expulsão dos estádios para o brigões.

“Somos trabalhadores e pais de família. O camarada enche a cara de cachaça e vai lá encher o saco, brigar, agredir os jogadores, já comunicamos os promotores, vamos filmar tudo e identificá-los e quem brigar vai ficar preso durante o horário da partida, como prevê o estatuto do torcedor” revela Toni.

O presidente do Operário também reclamou da falta de apoio do poder público municipal, empresários e dos políticos locais e criticou os torcedores que criaram o time “Novo Operário de Campo Grande”.

“Nós fazemos do nosso bolso o que podemos. No interior os times têm investimentos da prefeitura. Em Dourados, a cidade que estava um caos, a prefeitura deu R$ 250 mil pro 7 de Setembro. Nós estamos somente com jogadores locais, nosso campeonato não é mais estadual, é nacional. Só tem aventureiros de outros Estados. Se todos os times tivessem somente jogadores locais, nosso time estaria atropelando. O Aquidauanense por exemplo tem a base do time no Palmeiras B”.

“Se encherem muito saco, vou largar mão. O torcedor quer cornetar, então vem aqui pega o time e toca. Muitos nem conseguem pagar o ingresso, disseram que ia montar um novo operário, mas não conseguiram nem montar um time de futebol society com sete jogadores”, pontuou Toni.

Sem grandes patrocínios, o dirigente critica a falta de apoio dos empresários e classe política.

“No ano passado, na série B várias pessoas chegaram dizendo que iam ajudar, mas depois abandonaram, nos largaram cheio de dívidas. Nos últimos anos fizemos um grande trabalho de recuperação da imagem do Operário, com material esportivo, de 2007 para cá, você via os torcedores no estádios sem camisa do clube, porque não existia mais”.

Padrinho - Ele revela que o clube conta com o apoio de um “padrinho”, que patrocina o salário dos principais jogadores.

“Sete jogadores tem os salário pagos um padrinho do time, a comissão técnica tem um patrocinador específico, os principais jogadores estão com os pagamentos todos em dia, o resto dos jogadores nós pagamos por conta própria com dinheiro do Opérario. Estamos fazendo as coisas dentro do possível, estamos pagando do próximo bolso, porque somos operarianos, igual o Taveirópolis quando tinha torcedor, tinha time, depois acabou com os aventureiros.

Ele conta que a classe política abandonou o Operário, no entanto quando se vai a jogos no interior sempre vê placas publicitárias deputados estaduais nos estádios, dinheiro que ajuda o financiamento dos clubes, e ainda atende o interesse dos políticos, gerar votos para próxima eleição e eleger os candidatos a prefeitos que os deputados apóiam.

Muito criticado por estar há anos na frente da diretoria do Operário, Tony afirma que coloca o cargo a disposição para quem trouxer recursos que mantenham o time com condições de se classificar no campeonato e escapar do rebaixamento.

Ele comenta que isso aconteceu em 2008, quando a equipe foi patrocinada pelo laticínio de São Gabriel do Oeste, que tem o mesmo nome da cidade. Na ocasião o time mudou de município em troca de recursos para tentar manter o sonho de figurar novamente entre os grandes clubes do Estado.

“Quem dúvida? Tá a disposição, o cara do Leite São Gabriel fez isso, investiu e não teve retorno, porque a federação não tinha uma calendário o ano todo. Hoje o torcedor não tem dinheiro para comprar uma água mineral para ajudar o time e ainda quer ingresso a R$2,50. No Comerário temos de custo R$ 3 mil somente com a estrutura”

No ataque - Tony frisou que o Galo da Capital foi prejudicado pela FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), tendo a maioria dos jogos da primeira fase marcados para o interior.

“A tabela foi direcionada, os primeiros jogos todos foram jogados fora de Campo Grande para prejudicar o Operário, porque na segunda fase todos os times que tem dinheiro se equilibram com jogadores de outros campeonatos estaduais mais fortes”.

Ele culpa o calendário de competições da federação pela má fase da equipe no campeonato e amaeça levar os jogos do estadual para outro município por conta das más condições de gramado e estruturas dos estádios na Capital.

“A nossa base é sub-18 e sub-20, mas a federação interrompeu o calendário destas categorias e prejudicou nossa preparação. Agora, onde já se viu colocar o campeonato da série B, no primeiro semestre no mesmo período da séria A? Logo logo os gramado não terão mais condições de jogo, como o Morenão e teremos que levar as partidas para outras cidades como Dourados no Douradão, longe da torcida. Muitos cobram do Operário, muitos falam que eu roubo, e coisa do tipo, mas a responsabilidade é da federação, onde estão sendo investidos os recursos das taxas que pagamos para federação, as inscrições dos jogadores no campeonato. Não temos retorno” lembra o presidente do Operário.

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