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07/04/2005 14:07

OMS lança campanha em defesa da saúde materno-infantil

Valtemir Rodrigues / ABr

Para marcar o Dia Mundial da Saúde, comemorado hoje (7), a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou uma campanha Mães e crianças saudáveis: Tenho direito à saúde e minha mãe também, pela redução da morte de crianças e de mulheres durante a gravidez ou depois do parto.

O objetivo é envolver governos, empresas, organizações não-governamentais (ONGs), comunidades e indivíduos na luta pela saúde materno-infantil. A OMS quer que todos reconheçam o direito da mulher a uma gravidez e um parto sem riscos e das crianças a uma vida saudável.

Estudo divulgado pela OMS na última quarta-feira estima que, em um ano, quase 11 milhões de crianças e mais de meio milhão de mulheres em todo mundo vão morrer por problemas que poderiam ter sido evitados. As informações também dão conta de que anualmente 529 mil mulheres morrem durante a gravidez e 3,3 milhões de bebês são natimortos (morrem ao nascer).

Em entrevista à TV Nacional a diretora do Departamento de Ações Programativas e Estratégicas da Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Tereza Campos, informou que no ano passado o governo Lula lançou o pacto nacional para a redução da morte materna e neonatal. Segundo ele, a iniciativa satisfaz as expectativas do atendimento qualificado no Sistema Único de Saúde (SUS), como incentivar o aleitamento materno e atender as mulheres vítimas de violência.

Tereza Campos destaca que muitas mulheres e crianças ainda morrem no Brasil por situações que poderiam ser evitadas. Segundo ela, para reverter esse quadro estão sendo desenvolvidas ações conjuntas das secretarias municipais, dos serviços de saúde e das secretarias estaduais, com o objetivo de reduzir em 15% a morte materna e neonatal.

Para ela, algumas situações podem ser evitadas com acompanhamento adequado. "As mulheres precisam primeiro ter uma assistência qualificada no centro de saúde e, pra isso, precisam iniciar o pré-natal precocemente. Na verdade é previsto que a mulher faça pelo menos seis consultas de pré-natal", explicou. Segundo Tereza Campos, também é importante que na maternidade a mulher saiba qual o serviço em que vai ser atendida. "Inclusive o parto normal, que é um incentivo que nós fazemos", destacou a diretora.

O Dia Mundial da Saúde foi criado em 1950 para conscientizar a população sobre os principais problemas de saúde pública.

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