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23/07/2007 07:13

O resumo da participação brasileira no Pan

COB

Dois esportes brasileiros encerraram sua participação no nos Jogos Pan-americanos Rio 2007, neste domingo (dia 22), com 100% de aproveitamento. O handebol e o vôlei de praia cumpriram o objetivo que traçaram para a competição e garantiram a medalha de ouro tanto no masculino quanto no feminino, com predomínio incontestável sobre os adversários.

A festa do handebol brasileiro foi completa no Rio 2007. Depois do tricampeonato conquistado na véspera pela equipe feminina, neste domingo (dia 22) foi a vez de o time masculino comprovar sua força no Pavilhão 3B do Complexo Esportivo do Riocentro. Com a vitória por 30 a 22 sobre a Argentina, os rapazes do Brasil conseguiram seu segundo ouro consecutivo nos Jogos, superando, mais uma vez, os grandes rivais da América do Sul. O título valeu ainda a sonhada vaga para Pequim-08. As meninas também estão garantidas nos próximos Jogos Olímpicos.

Em sua terceira participação em Jogos Pan-americanos, Bruno Souza destacou o trabalho desenvolvido pelo técnico da Seleção Brasileira, o espanhol Jordi Ribera, como fundamental para a conquista do bicampeonato. “O Brasil evoluiu bastante desde que o treinador assumiu o comando da equipe. Nossa evolução é incontestável. Mostramos isso em quadra”.
No vôlei de praia, a torcida brasileira também comemorou o segundo ouro da modalidade em dois dias. No sábado (dia 21), Juliana e Larissa já haviam garantido o primeiro lugar no pódio com a vitória de 2 a 0 (21/15 e 21/17) sobre as cubanas Dalixia Fernandez e Samara Larrea. As brasileiras conquistaram o título inédito sem perder um set sequer.

Neste domingo (dia 22), foi a vez de Emanuel e Ricardo fazerem a festa, com a incontestável vitória sobre os americanos Loomis e Stolfus por 2 a 0 (21/19 e 21/13). A exemplo do feminino, eles conquistaram o título sem perder um set, mas não terão muito tempo para festejar o inédito ouro para o vôlei masculino em Jogos Pan-americanos. “Vamos para a Suíça. Na terça-feira (dia 24), iniciamos a campanha no Circuito Mundial, classificatório para os Jogos Olímpicos de Pequim-08”, disse Emanuel, que destacou a presença de 14 integrantes da sua família na Arena de Copacabana.

A natação brasileira encerrou neste domingo (dia 22) sua participação no Rio 2007 com o melhor resultado de sua história nos Jogos. Graças aos dois ouros, às duas pratas e aos três bronzes do último dia de disputas da modalidade no Parque Aquático Maria Lenk, o Brasil chegou aos 27 pódios no Rio 2007, superando os 21 conseguidos em Santo Domingo-03. Com 12 ouros, Thiago Pereira e Cia. também superaram a marca de sete medalhas douradas de Winnipeg-99 (foram ainda seis pratas e nove de bronzes).

“O balanço da competição é excepcional. Superamos o recorde de ouro e de medalhas. Os tempos alcançados no Rio 2007 colocariam os brasileiros em sete ou oito finais olímpicas e com chances reais de brigar por medalhas. Essa foi a competição mais importante da história do Brasil na modalidade”, comemorou o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes Filho.

O supervisor técnico da CBDA, Ricardo de Moura, foi outro que vibrou com o desempenho brasileiro. “Em 32 provas, 35 recordes dos Jogos Pan-americanos foram batidos e 12 foram estabelecidos por brasileiros. É uma marca impressionante. As equipes que vieram ao Rio 2007 estavam bem preparadas e o Brasil não teria tantas medalhas se não estivesse bem preparado também”, comentou.

Neste domingo, a natação do Brasil conquistou mais dois ouros. Rebeca Gusmão, que havia vencido os 50m livre – resultado que a transformou na primeira nadadora brasileira campeã em Jogos Pan-americanos – repetiu a dose nos 100m livre, prova em que Flávia Delaroli conquistou o bronze. “Quebrei o jejum de medalhas de ouro. Outras nadadoras brasileiras também tinham condição de quebrar esse tabu, como Fabíola Molina e Flávia Delaroli. Agora também posso me considerar a recordista feminina de ouros nos Jogos Pan-americanos”, festejou a brasiliense, que ainda conquistou neste domingo o bronze no 4x100m, ao lado de Fabíola Molina, Daiene Dias e Tatiane Sakemi.

Nadadora mais experiente da equipe feminina, Fabíola terminou a competição com o sentimento do dever cumprido. Prata nos 100m costas e bronze no 4x100m medley, ela elogia a atual equipe feminina e garante que continua sua trajetória no esporte. “Vou tentar a vaga nos Jogos Olímpicos. A nova geração da natação tem garra, é talentosa, determinada e madura, por isso alcança bons resultados”, disse a atleta de 32 anos.

Outro nadador bastante festejado foi César Cielo. Com o ouro nos 50m livre deste domingo, ele ampliou seu já invejável quadro particular de medalhas. Ao todo, ganhou outro ouro nos 100m livre e uma prata no 4x100m medley, além de ter estabelecido dois recordes da competição (50m e 100m livre). “Mesmo antes do fim dos Jogos, esse já é o Pan-americano da natação. Reunimos a melhor equipe brasileira de todos os tempos. A natação está de cara nova, com novos ídolos”, ressaltou o nadador. Na mesma prova, Nicholas Santos ficou com a medalha de prata, confirmando a dobradinha brasileira.

O principal nome do Brasil no Rio 2007 até o momento, Thiago encerrou sua participação nos Jogos com mais duas medalhas neste domingo. Com a prata nos 4x100m medley – ao lado de Henrique Barbosa, Kaio Marcio e César Cielo – e o bronze nos 100m costas, ele cumpriu o objetivo de conquistar medalha nas oito provas de que participou (já havia ganho seis ouros).

Agora, Thiago é o atleta com o maior número de ouros numa edição dos Jogos, superando o americano Mark Spitz (cinco, em Winnipeg-67) e o competidor brasileiro com maior número de medalhas numa única versão dos Jogos, deixando para trás Djan Madruga (seis, em Porto Rico-79). Para completar seu festival de façanhas, quebrou ainda três recordes da competição em provas individuais (200m costas e 200m e 400m medley). “Foi um sonho. Não tinha como ser melhor. Os resultados foram além do esperado. Agora, vou descansar um pouco. Depois começa o ciclo olímpico, com um ano de treinos fortes para brigar por medalhas em Pequim”, frisou.

O encerramento do torneio de judô do Rio 2007 também confirmou a força das equipes masculina e feminina do Brasil. Das 14 categorias em disputa, o País conquistou medalhas em 13, sendo quatro de ouro, cinco de prata e quatro de bronze. Somente Flávio Canto ficou fora do pódio, ainda assim porque não teve condição de prosseguir a luta pela semifinal, nem subir no tatame para a disputa da medalha de bronze, por causa de uma contusão que sofreu no cotovelo. Com relação a Santo Domingo-03 foram três medalhas a mais.

“Cumprimos nossa previsão, chegando a dez finais. O resultado foi positivo, até porque o nível técnico da competição foi muito alto. Os atletas latino-americanos melhoraram muito”, destacou o diretor técnico da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson, que ressaltou sobre a participação da equipe feminina.

Nas disputas deste domingo, o principal destaque foi o campeão mundial João Derly, ouro na categoria meio-leve (até 66 kg). “O resultado me motivou ainda mais para o Campeonato Mundial”, disse o brasileiro, que busca o bicampeonato. Derly só reclamou de um problema na unha durante a luta final, diante do equatoriano Roberto Ibañez, que o incomodou bastante. “Toda vez que puxava o quimono do adversário, sentia uma dor forte”, comentou.

Já Daniela Polzin conquistou a prata na categoria ligeiro (até 48 kg). Ela disse ter ficado chateada com o resultado, mas reconheceu o potencial da adversária, a cubana Yanet Bermoy. “Ela é a primeira do ranking mundial, mas temos feito lutas parelhas. Sei que ela não é invencível. Desta vez,
levou a melhor porque abriu vantagem logo no início do combate”, declarou.

Érika Miranda também levou a prata na meio-leve (até 52 kg), após uma decisão polêmica dos árbitros. Sua luta com cubana Sheila Espinosa seguia empatada no golden score (tempo extra), quando a brasileira foi punida com um shido. O ponto mínimo assinalado pela adversária foi suficiente para dar a ela a vitória no combate: no desempate, quem faz o primeiro ponto ganha a luta. O público e a Comissão Técnica do Brasil contestaram a decisão do juiz, mas o resultado foi mantido.

“Não era o resultado que eu esperava. Até agora, não consegui entender a decisão do árbitro. Perder dessa forma, foi uma decepção grande”, desabafou Érika. Alexandre Lee, por seu lado, levou o bronze na categoria ligeiro.

Na patinação artística, Marcel Stürmer emocionou o Complexo Esportivo Miécimo da Silva, no fim da noite deste domingo (dia 22) e arrebatou a medalha de ouro (a sexta do dia e a 26ª do total) e o bicampeonato pan-americano. Pouco antes, a jovem Juliana Almeida, de apenas 16 anos, ganhara a medalha de bronze.

Se handebol, vôlei de praia, natação, judô e a patinação artística encerraram em grande estilo sua participação no Rio 2007, o atletismo iniciou a disputa com resultado animador. As representantes brasileiras na maratona conquistaram dois lugares no pódio. Campeã em Santo Domingo-03, a catarinense Marcia Narloch garantiu a prata, com o tempo de 2h45m11, enquanto a baiana Sirlene Pinho ficou com o bronze, com 2h47m35. "Estou voltando de contusão e fiquei 15 dias sem treinar. Não esperava sequer ficar entre as três primeiras. Estou muito satisfeita com o resultado, que consegui muito mais mentalmente do que fisicamente. O apoio da torcida foi fundamental", destacou Márcia.

Já o tênis do Brasil manteve, neste domingo, a tradição de medalhas nas duplas femininas. Ouro em Winnipeg-99 e Santo Domingo-03, Joana Cortez conquistou a medalha de bronze no Rio 2007. Sua parceria com Teliana Pereira derrotou Audra Cohen e Megan Falcon por 2 a 0 (parciais de 7/5 e 6/0), no Clube Marapendi, na Barra da Tijuca.
"Como o bronze vem depois de uma vitória, a sensação é muito boa. Estou satisfeita, apesar de não termos conseguido o ouro", disse Joana. "O bronze foi um verdadeiro presente. Estou em um momento muito importante da minha vida. E a medalha chega justamente dois dias depois do meu aniversário de 19 anos", completou Teliana, que comemorou muito a medalha.

O boxe brasileiro também garantiu três medalhas neste domingo. Com os resultados que alcançou no Pavilhão 2 do Complexo do Riocentro, a modalidade chegou às semifinais nas categorias peso galo (até 54kg), com James Dean Pereira; peso leve (até 60kg), com Evérton Lopes; e meio-médio , com Pedro Lima. Isto significa que, no mínimo, os brasileiros levarão para casa o bronze.

O hipismo brasileiro conquistou sua segunda medalha de bronze no Rio 2007 , ao terminar em terceiro no Concurso Completo de Equitação (CCE), no Complexo Esportivo de Deodoro. A equipe foi representada pelos conjuntos Fabrício Salgado/Butterfly), Carlos Paro/Political Mandate, Renan Guerreiro/Rodízio AA e André Paro/Land Heir. O Brasil já havia subido ao pódio na disputa por equipe do adestramento.

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