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25/03/2005 08:35

O que disse Oscar para os jogadores da Seleção

CBFNews

Oscar, o campeão pan-americano de 1987, além de ser um vitorioso no esporte, é um apaixonado torcedor da Seleção Brasileira de futebol. Na palestra que fez nesta quarta-feira na Granja Comary, o campeão do basquete falou durante 1 hora e 10 minutos para terminar aplaudido com entusiasmo pelos jogadores do Brasil.

Oscar chegou em Teresópolis no início da noite e jantou com os jogadores. Ao começar a palestra, às 20 horas, o ex-jogador mostrou com seu estilo vibrante o quanto se sentia orgulhoso de estar na Granja Comary falando para pessoas de quem se disse grande admirador.

- Para mim, é uma emoção muito forte estar aqui com vocês. Estou tão orgulhoso que, se perguntassem se agora gostaria de estar falando para o Bill Clinton ou para o Bush, responderia que preferia estar exatamente aqui. Porque vocês são jogadores da Seleção Brasileira, a coisa mais importante do nosso país - disse.

Oscar estava mesmo emocionado. Às vezes gritando, sempre se expressando com veemência, contando histórias de sua trajetória pela vida e carreira muito semelhantes às da maioria ali presente, ele conquistou mais do que a atenção dos jogadores - passou ser a atração em meio a tantos craques famosos e de prestígio.

- Eu sinto orgulho de vocês. São de uma geração que apesar do sucesso não perdeu a humildade. Sigam assim, como o Ronaldinho, o Roberto Carlos, que cada vez que fica mais famoso, fica mais humilde.

A palestra foi marcada também pela mensagem que Oscar deixou em tom de alerta. Obcecado pela dedicação aos treinamentos, ele utilizou a metáfora de "dormir com a bola" para exemplificar a dedicação aos treinos.

- Quando eu estava começando, disse a um treinador que queria ser o melhor do mundo. Ele respondeu que, para isso, eu teria de dormir com a bola. Foi o que fiz durante toda a carreira. Não consegui ser um Michael Jordan, mas ninguém no mundo treinou mais do que eu. Por isso, fui e me considero um vencedor.

Oscar utilizou a vitória - impossível na época - da Seleção Brasileira sobre a seleção olímpica dos Estados Unidos na final do Pan-Americano de basquete, em Indianápolis, em 1987, para exemplificar o quanto considera o treinamento importante.

- Vocês sabem o que é enfrentar a Seleção Brasileira de futebol? Eu sei, porque enfrentei a Seleção olímpica dos Estados Unidos, que era a melhor como vocês são. Até 1987, nenhuma Seleção tinha conseguido vencê-la dentro de casa, como também nunca ela tinha sofrido mais de 100 pontos. Entramos em quadra sabendo que a tarefa era impossível, mas como tínhamos treinado muito, estávamos preparados para conseguir se eles deixassem a "porta aberta". Foi o que aconteceu. Vencemos e marcamos mais de 100 pontos.

O alerta de Oscar estava dado. Por ser a pentacampeã do mundo, por ter os melhores jogadores, a Seleção Brasileira tem de estar igualmente melhor treinada e preparada.

- Os adversários que enfrentam vocês se comportam assim como a Seleção Brasileira diante dos Estados Unidos no basquete. Com medo, sabendo que são piores, mas loucos para aproveitar uma brecha, a porta aberta. Vocês não podem permitir isso. A Seleção Brasileira não pode perder nunca, até porque eu sofro muito quando isso acontece.

Capacidade de liderança e união foram outros assuntos abordados na palestra. Oscar definiu união como o comprometimento de todos os jogadores na busca das vitórias. Lembrou que comprometimento significa cada jogador fazer o que sabe de melhor em benefício do companheiro - quis dizer que um time não é formado só de craques.

- Na Seleção Brasileira de basquete, os jogadores sabiam que eu marcava mal. Então se sacrificavam, se superavam para roubar a bola e me entregar, porque sabiam que eu poderia marcar três pontos, iria decidir. Isso se chama união.

Ao final da palestra, Oscar foi muito cumprimentado - Parreira e Zagallo foram os primeiros a abraçá-lo - e ganhou de presente dos jogadores uma camisa 14 da Seleção Brasileira autografada por todos.

O clima de descontração - os jogadores e principalmente Zagallo riram muito das histórias contadas por Oscar - permitiu que Ronaldo fizesse uma brincadeira com Cafu, o capitão.

- Cafu, como eu não sei marcar, faz isso para mim, que eu compenso marcando os gols.

Cafu respondeu de bate-pronto.

- Eu marco, mas você vai ter de fazer gols e treinar duas horas antes e duas horas depois, sozinho, como o Oscar diz que fazia.

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