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04/03/2016 14:00

O perigo dos maus hábitos

Guia da Farmácia

 

Os alimentos consumidos no Brasil englobam um cardápio de comidas gordurosas e muita fartura. De acordo com o nutrólogo consultor da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), Helio Osmo, o problema é que os exageros acontecem na estação mais quente, o que acaba agravando o quadro. “No entanto, o maior prejuízo é a associação de álcool em excesso com volume alimentar, que resulta numa digestão demorada, gerando mal-estar, náuseas e vômitos”, resslata Osmo.

Os sinais mais comuns de uma indigestão, ou dispepsia, são bastante desagradáveis, como dilatação gástrica, ruídos abdominais, cólicas, flatulência, náuseas, vômitos e azia. Nesse último caso, para realizar a digestão, o estômago produz um ácido que pode subir pelo esôfago e provocar uma sensação de ardor.

Segundo dados de um estudo publicado pela revista Arquivos de Gastroenterologia, mais de 60% dos brasileiros apresentam azia. Desse total, 12% têm o sintoma uma ou duas vezes por semana, enquanto 7% sofrem com o problema mais de uma vez por semana, o que caracteriza a Doença do Refluxo Gastroesofagiano (DRGE). De todas as pessoas entrevistadas – 14 mil habitantes de 22 cidades – entre 9% e 10% sofrem com o refluxo.

Outro problema comum é a dor de cabeça, que é prevalente em todo o mundo e que possui mais de 180 modalidades diferentes, reconhecidas pela Sociedade Internacional de Cefaleia (IHS, na sigla em inglês), podendo ser divididas em primárias, secundárias ou nevralgias cranianas. As mulheres são as que mais sofrem com o problema, estima-se que 76% delas tenham pelo menos um episódio registrado por mês e 99% sofrerão de dor de cabeça ao longo da vida, sendo mais frequente na faixa dos 18 aos 34 anos de idade.

Os tratamentos

Para casos de simples desconfortos provocados por azia e indigestão, que provocam o refluxo, a indicação são medicamentos que apresentam em sua fórmula o alginato de sódio, hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, bicarbonato de sódio ou carbonato de cálcio, que proporcionam alívio imediato dos sintomas. Esses produtos podem ser encontrados em diferentes apresentações, como os efervescentes e as pastilhas.

Já para as dores de cabeça, existem diferentes classes de analgésicos. Os medicamentos isentos de prescrição (MIPs), em geral, integram a classe dos Anti-Inflamatórios Não Esteroides (AINEs), e são voltados para o alívio das dores tensionais. Os principais analgésicos isentos de prescrição comercializados no mercado brasileiro são ibuprofeno, paracetamol, ácido acetilsalicílico e dipirona. Para o alívio das dores crônicas, participam outras classes terapêuticas.

A Atenção Farmacêutica prestada em farmácias e drogarias tem grande importância no tratamento, já que normalmente a maioria dos pacientes compra os analgésicos isentos por livre escolha. Segundo orientações do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), o farmacêutico deve perguntar o motivo da compra, há quanto tempo o paciente sente a dor, se tem outros problemas de saúde, para com isso identificar se é cabível a indicação de um MIP.

Autor: Lígia Favoretto e Vivian Lourenço

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