Cassilândia, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

19/07/2007 21:43

O dia do Brasil nos Jogos Pan-Americanos

COB

Mesmo sem pretensão de se tornar ídolo do esporte brasileiro, Thiago Pereira foi mais uma vez o destaque do Brasil no Rio 2007. No terceiro dia de finais da natação, nesta quinta-feira (dia 19), no Parque Aquático Maria Lenk, ele garantiu sua terceira medalha de ouro em três provas, mantendo os 100% de aproveitamento.

Depois das duas medalhas da terça-feira (dia 17) – 400m medley e 4x200m livre –, o nadador brasileiro subiu novamente ao lugar mais alto do pódio nos 200m costas, com direito a recorde da competição, 1m58s42 (o anterior era 1m58s78) e sul-americano (a marca anterior era de 1m59s23).

“Estou feliz por disputar o Rio 2007 e nem pensei na possibilidade de ser o destaque brasileiro na competição. A única coisa que passa pela minha cabeça é ajudar o Brasil na classificação geral e fazer com que a natação seja mais uma vez o esporte que mais medalhas traz para o País em Jogos Pan-americanos”, comentou Thiago, que se diz preparado para superar a maratona de provas que ainda tem pela frente. Na mesma prova, o paulista Lucas Salatta garantiu o bronze, com 1m59s51.

Fabíola Molina também era só alegria. Nadadora mais experiente da equipe brasileira, a paulista não cabia em si de felicidade ao garantir seu melhor resultado em Jogos Pan-Americanos justamente na quinta vez que disputa a competição: conquistou a medalha de prata nos 100m costas, com o recorde sul-americano (1m02s18 contra 1m02s43).

“A prata valeu ouro. Foi uma vitória pessoal. Superei muitas adversidades na carreira e ainda não penso em parar, porque me sinto jovem”, comemorou a atleta, que já soma 900 medalhas ao longo de sua trajetória na natação.

O revezamento 4x100m livre feminino conquistou outra prata com gosto de ouro. Numa prova em que o torcedor brasileiro se acostumou a vibrar com o time masculino, Tatiane Barbosa, Flávia Delaroli, Monique Ferreira e Rebeca Gusmão conseguiram a segunda colocação, um segundo atrás da equipe dos Estados Unidos (3m42s96 contra 3m41s97 das americanas). O resultado também representou o novo recorde sul-americano (3min42seg96 – a marca anterior era de 3min45seg38).

As meninas eram as mais animadas durante a premiação. Responsável por fechar a prova, Rebeca Gusmão (ouro nos 50m livre) revelou ter sentido falta de ar. “O revezamento é uma prova de muita adrenalina. Acabei me empolgando nos primeiros 50 metros e nos 15 restantes faltou fôlego. Tenho asma e senti bastante, principalmente por causa do frio”, contou.

O judô iniciou sua participação no Rio 2007 confirmando as previsões otimistas em relação a medalha nas 14 categorias em disputa. Logo na primeira do programa, a pesado, o carioca João Gabriel Schlitter (+ de 100kg) ficou com a medalha de prata, enquanto Priscila Marques (+ de 78kg) conquistou o bronze.

João Gabriel chegou bem perto de garantir o ouro. O confronto final, com o cubano Oscar Brayson, terminou empatado nos cinco minutos regulamentares e no golden score. A vitória foi atribuída ao atleta de Cuba na decisão da arbitragem (2 a 1): apenas o juiz central deu a voto favorável ao brasileiro. Mesmo triste, o brasileiro considerou justo o resultado. “O combate contra o cubano foi muito difícil. Todas as vezes em que o enfrentei foi assim. Fui cauteloso e acho que adotei a estratégia correta. Infelizmente, os juízes entenderam que o meu adversário foi melhor”, disse, com a fisionomia séria.

Priscila Marques, por seu lado, comemorou a conquista da medalha. Alegria estampada no rosto, o terceiro lugar significou uma vitória especial. “Eu fui a primeira a subir ao pódio e espero que a equipe possa deslanchar nas demais categorias”, disse, já de olho no Campeonato Mundial adulto, em setembro, também no Rio de Janeiro.

Outra prata com gosto amargo foi a conquistada pelo vôlei feminino. Esperança de ouro pelos resultados obtidos nas últimas competições, a equipe brasileira chegou a ter seis match points (somando o quarto e o quinto sets), mas acabou derrotada pelas cubanas por 3 a 2 (27/25, 22/25, 25/22, 32/34 e 15/17).

"Foi um jogo muito igual para os dois times, qualquer um poderia ter vencido. É difícil explicar quando um time vence por dois pontos no tie-break. O Brasil teve chances de fechar o jogo no quarto set e no tie-break. Precisamos rever o jogo", lamentou o técnico do Brasil, José Roberto.
A capitã Fofão admitiu ter ficado extremamente abalada com a derrota. “As cubanas tiveram mais tranqüilidade durante a partida. Elas também entraram em quadra bem determinadas. Não sei se essa foi a minha maior decepção no esporte, mas a sensação que estou sentindo é das piores possíveis”, comentou a levantadora.

O remo brasileiro também encerrou com estilo sua participação no Rio 2007, ao garantir a prata na mais tradicional prova da modalidade, o oito-com. Os remadores Renan Koplewski, Alexandre Ribas, Leandro Tozzo, Gibran Cunha, Beto Nascimento, Marcelus Marcili (o Cabeça), Anderson Nocetti (o Macarrão), Allan Bittencourt e o timoneiro Nilton Alonço (o Gauchinho) cruzaram em segundo lugar (6m33s36), atrás apenas do barco norte-americano (6m22s47).

“Essa medalha é um fechamento de ouro para o remo. Não há palavras para descrever o nosso sentimento neste momento”, comentou Marcellus Marcilis, remador brasileiro com o maior número de medalhas no Rio 2007 (havia conquistado bronze no single skiff). “Nossa saída foi perfeita e disputamos durante todo o tempo com os líderes. Conquistamos nossa medalha na largada, pois não demos chance à equipe argentina de encostar em nosso barco”, analisou Gibran. Para Allan Bitencourt, o momento inesquecível do dia foi ouvir a torcida cantar o Hino Brasileiro espontaneamente durante a premiação.

No quatro sem peso leve masculino, o Brasil ficou a apenas quatro centésimos da medalha de bronze. O barco formado por Ronaldo Vargas (o Roni), Leandro Loureiro, Thiago Almeida (o Capi) e Alexis Mestre chegou em quarto lugar, com o tempo de 7m04s59, logo atrás da equipe cubana, que cravou 7m04s55.

O tiro brasileiro também conseguiu resultado expressivo nesta quinta-feira (dia 19). O cearense Fernando Cardoso Júnior conquistou a medalha de bronze na pistola tiro rápido 25m, voltando ao pódio dos Jogos Pan-americanos (ele ficou com a prata em Mar Del Plata-95). “A superação pessoal é a marca desta medalha, que dedico ao povo do Ceará”, disse Cardoso Júnior, que participou de todas as edições dos Jogos desde 1995.

O handebol feminino do Brasil assegurou, no mínimo, a medalha de prata, ao derrotar a República Dominicana por 46 a 13, nesta quinta-feira (dia 19). Com o resultado, a equipe garantiu vaga na final do Rio 2007, sábado (dia 21), às 10h30.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 16 de Dezembro de 2017
Sexta, 15 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Quinta, 14 de Dezembro de 2017
21:14
Loteria
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)