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19/07/2007 21:43

O dia do Brasil nos Jogos Pan-Americanos

COB

Mesmo sem pretensão de se tornar ídolo do esporte brasileiro, Thiago Pereira foi mais uma vez o destaque do Brasil no Rio 2007. No terceiro dia de finais da natação, nesta quinta-feira (dia 19), no Parque Aquático Maria Lenk, ele garantiu sua terceira medalha de ouro em três provas, mantendo os 100% de aproveitamento.

Depois das duas medalhas da terça-feira (dia 17) – 400m medley e 4x200m livre –, o nadador brasileiro subiu novamente ao lugar mais alto do pódio nos 200m costas, com direito a recorde da competição, 1m58s42 (o anterior era 1m58s78) e sul-americano (a marca anterior era de 1m59s23).

“Estou feliz por disputar o Rio 2007 e nem pensei na possibilidade de ser o destaque brasileiro na competição. A única coisa que passa pela minha cabeça é ajudar o Brasil na classificação geral e fazer com que a natação seja mais uma vez o esporte que mais medalhas traz para o País em Jogos Pan-americanos”, comentou Thiago, que se diz preparado para superar a maratona de provas que ainda tem pela frente. Na mesma prova, o paulista Lucas Salatta garantiu o bronze, com 1m59s51.

Fabíola Molina também era só alegria. Nadadora mais experiente da equipe brasileira, a paulista não cabia em si de felicidade ao garantir seu melhor resultado em Jogos Pan-Americanos justamente na quinta vez que disputa a competição: conquistou a medalha de prata nos 100m costas, com o recorde sul-americano (1m02s18 contra 1m02s43).

“A prata valeu ouro. Foi uma vitória pessoal. Superei muitas adversidades na carreira e ainda não penso em parar, porque me sinto jovem”, comemorou a atleta, que já soma 900 medalhas ao longo de sua trajetória na natação.

O revezamento 4x100m livre feminino conquistou outra prata com gosto de ouro. Numa prova em que o torcedor brasileiro se acostumou a vibrar com o time masculino, Tatiane Barbosa, Flávia Delaroli, Monique Ferreira e Rebeca Gusmão conseguiram a segunda colocação, um segundo atrás da equipe dos Estados Unidos (3m42s96 contra 3m41s97 das americanas). O resultado também representou o novo recorde sul-americano (3min42seg96 – a marca anterior era de 3min45seg38).

As meninas eram as mais animadas durante a premiação. Responsável por fechar a prova, Rebeca Gusmão (ouro nos 50m livre) revelou ter sentido falta de ar. “O revezamento é uma prova de muita adrenalina. Acabei me empolgando nos primeiros 50 metros e nos 15 restantes faltou fôlego. Tenho asma e senti bastante, principalmente por causa do frio”, contou.

O judô iniciou sua participação no Rio 2007 confirmando as previsões otimistas em relação a medalha nas 14 categorias em disputa. Logo na primeira do programa, a pesado, o carioca João Gabriel Schlitter (+ de 100kg) ficou com a medalha de prata, enquanto Priscila Marques (+ de 78kg) conquistou o bronze.

João Gabriel chegou bem perto de garantir o ouro. O confronto final, com o cubano Oscar Brayson, terminou empatado nos cinco minutos regulamentares e no golden score. A vitória foi atribuída ao atleta de Cuba na decisão da arbitragem (2 a 1): apenas o juiz central deu a voto favorável ao brasileiro. Mesmo triste, o brasileiro considerou justo o resultado. “O combate contra o cubano foi muito difícil. Todas as vezes em que o enfrentei foi assim. Fui cauteloso e acho que adotei a estratégia correta. Infelizmente, os juízes entenderam que o meu adversário foi melhor”, disse, com a fisionomia séria.

Priscila Marques, por seu lado, comemorou a conquista da medalha. Alegria estampada no rosto, o terceiro lugar significou uma vitória especial. “Eu fui a primeira a subir ao pódio e espero que a equipe possa deslanchar nas demais categorias”, disse, já de olho no Campeonato Mundial adulto, em setembro, também no Rio de Janeiro.

Outra prata com gosto amargo foi a conquistada pelo vôlei feminino. Esperança de ouro pelos resultados obtidos nas últimas competições, a equipe brasileira chegou a ter seis match points (somando o quarto e o quinto sets), mas acabou derrotada pelas cubanas por 3 a 2 (27/25, 22/25, 25/22, 32/34 e 15/17).

"Foi um jogo muito igual para os dois times, qualquer um poderia ter vencido. É difícil explicar quando um time vence por dois pontos no tie-break. O Brasil teve chances de fechar o jogo no quarto set e no tie-break. Precisamos rever o jogo", lamentou o técnico do Brasil, José Roberto.
A capitã Fofão admitiu ter ficado extremamente abalada com a derrota. “As cubanas tiveram mais tranqüilidade durante a partida. Elas também entraram em quadra bem determinadas. Não sei se essa foi a minha maior decepção no esporte, mas a sensação que estou sentindo é das piores possíveis”, comentou a levantadora.

O remo brasileiro também encerrou com estilo sua participação no Rio 2007, ao garantir a prata na mais tradicional prova da modalidade, o oito-com. Os remadores Renan Koplewski, Alexandre Ribas, Leandro Tozzo, Gibran Cunha, Beto Nascimento, Marcelus Marcili (o Cabeça), Anderson Nocetti (o Macarrão), Allan Bittencourt e o timoneiro Nilton Alonço (o Gauchinho) cruzaram em segundo lugar (6m33s36), atrás apenas do barco norte-americano (6m22s47).

“Essa medalha é um fechamento de ouro para o remo. Não há palavras para descrever o nosso sentimento neste momento”, comentou Marcellus Marcilis, remador brasileiro com o maior número de medalhas no Rio 2007 (havia conquistado bronze no single skiff). “Nossa saída foi perfeita e disputamos durante todo o tempo com os líderes. Conquistamos nossa medalha na largada, pois não demos chance à equipe argentina de encostar em nosso barco”, analisou Gibran. Para Allan Bitencourt, o momento inesquecível do dia foi ouvir a torcida cantar o Hino Brasileiro espontaneamente durante a premiação.

No quatro sem peso leve masculino, o Brasil ficou a apenas quatro centésimos da medalha de bronze. O barco formado por Ronaldo Vargas (o Roni), Leandro Loureiro, Thiago Almeida (o Capi) e Alexis Mestre chegou em quarto lugar, com o tempo de 7m04s59, logo atrás da equipe cubana, que cravou 7m04s55.

O tiro brasileiro também conseguiu resultado expressivo nesta quinta-feira (dia 19). O cearense Fernando Cardoso Júnior conquistou a medalha de bronze na pistola tiro rápido 25m, voltando ao pódio dos Jogos Pan-americanos (ele ficou com a prata em Mar Del Plata-95). “A superação pessoal é a marca desta medalha, que dedico ao povo do Ceará”, disse Cardoso Júnior, que participou de todas as edições dos Jogos desde 1995.

O handebol feminino do Brasil assegurou, no mínimo, a medalha de prata, ao derrotar a República Dominicana por 46 a 13, nesta quinta-feira (dia 19). Com o resultado, a equipe garantiu vaga na final do Rio 2007, sábado (dia 21), às 10h30.

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