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26/01/2015 19:42

Novos deputados: esperar o que deles?

“Nossos parlamentares fritam bolinhos em outra galáxia, custam caro e criam leis impraticáveis”.

Manoel Afonso

Essa irônica definição do notável João Ubaldo Ribeiro, que a primeira vista pode ser considerada rigorosa demais, encontra apoio integral no imaginário popular brasileiro.


É o caso de que se questionar: será que a espetacular taxa de 43,5% de renovação registrada na Câmara Federal garante as mudanças esperadas? O leitor talvez não se lembre, mas das 513 cadeiras, 223 delas serão ocupadas por novatos. Mas o problema – ao invés da solução - está exatamente nisso. Nem todos aqueles parlamentares jovens na idade estão conectados a modernidade e aos anseios atuais. Muitos devem optar pelo apego ao anacronismo por várias razões.


Às vésperas da posse, muitos destes estreantes – em todos os quadrantes do país – ainda demonstram na mídia, excitação no lugar de razão, falta de equilíbrio e desconhecimento de suas atribuições e do papel do próprio congresso nacional. O que mais se fala – por exemplo – é no desenvolvimento e na proteção genérica das conquistas sociais, mas sem revelar a origem dos recursos. Mas infelizmente, pouco se fala em economia com redirecionamento das prioridades e dos gastos públicos.


A mesma análise pode ser aplicada – nas devidas proporções - a futura composição da Assembleia Legislativo de nosso Estado. Das 24 cadeiras, nada menos que 9 vão ficar com estreantes, de formação cultural e de partidos políticos diversos. São eles: Ângelo Guerreiro, Antonieta Amorim, Barbozinha, Beto Pereira, Flavio Kayatt, Graziele Machado, João Grandão, Renato Câmara e Rinaldo Modesto.


É natural que cada qual deles enxergue o mandato como oportunidade de prestar serviços a sociedade e por extensão corresponder às expectativas de seus eleitores. Nem podia ser diferente. Mas alguns deles devem usar o mandato como trampolim para as eleições municipais de 2016, como é o caso de Ângelo Guerreiro.


Mas os novos deputados precisam se ater à algumas regras coloquiais que regem o parlamento, onde não há espaço para as soluções mágicas da campanha eleitoral. Para isso, a intimidade com a Carta Magna, a Constituição Estadual e o Regimento Interno é indispensável desde o primeiro dia, sob pena do desconforto em plenário.


Resumindo: espera-se deles ética, equilíbrio, conhecimento e bom senso.


O país está carente disso.


De leve...
(Diário Digital)

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